Boa leitura
Paulo
Quando essa diaba começou a me chupar, eu quase perdi o ar, que mulher é essa? Ela faz com tanta vontade, tanta entrega, e o melhor de tudo: ela gosta, sente prazer em me dar prazer, e isso me deixa fora de mim.
Tô à beira de gozar quando tento puxá-la pra cima, mas a maldita não vem... pelo contrário, se afunda ainda mais em mim, com mais fome, mais tesão, e na hora eu entendo o que ela quer. Seguro firme os cabelos dela, sem conseguir mais controlar, e começo a foder sua boca do jeito que meu corpo implora. Vejo estrelas, perco o chão, explodo dentro dela gemendo alto, completamente entregue.
Ela engole tudo com gosto, sem tirar os olhos de mim, e quando termina, se levanta devagar, com um sorriso safado nos lábios, limpando os cantos da boca com o dedo que depois ainda faz questão de chupar, só pra me provocar mais. Essa cena... essa cena nunca mais vai sair da minha cabeça, disso eu tenho certeza.
Puxo ela pra deitar no meu peito, e ela vem, se encaixando como se fosse o lugar dela. Minha respiração ainda tá descompassada, mal tenho força pra falar, quem dirá pra pensar — ela simplesmente sugou cada gota da minha energia, me deixou entregue, leve, meio zonzo... completamente dela.
— Você tá bem? — pergunto, realmente preocupado, com medo de ter machucado ela.
— Eu estou ótima. Aliás, você é um gostoso! — ela diz, sorrindo e me olhando nos olhos.
Ela não tem jeito.
— Eu? Se você me chupar assim de novo, é capaz de me matar — digo entre risos.
— Exagerado! Vamos subir, tá tarde! — ela responde, se levantando e puxando minha mão.
— Vamos sim, só deixa eu recuperar as forças que você sugou, hahaha.
— Tá bom! — ela diz, se sentando de novo no sofá.
Ficamos uns dez minutos ali. Faço um cafuné nela enquanto ela alisa meu peito. O silêncio que paira no ar é o melhor nesse momento. Quando vejo que consigo levantar, me ponho de pé, arrumo minha bermuda, a puxo e a pego no colo.
— Amor, nós vamos cair! — ela diz, rindo, meio apreensiva.
— Vamos não. E se cair, do chão não passa, querida — retruco e é la me dá um tapa no ombro e sorri.
Chegamos na porta da suíte, coloco ela no chão e entramos, ela vai direto até o criado-mudo, pega um copo d'água, bebe sem pressa e segue pro banheiro. Fico ali esperando, já deitado, pronto, o coração meio acelerado. Quando ela volta, me olha e se deita devagar, os olhos nos meus. Tiro a bermuda, ficando só de cueca pra me sentir mais à vontade, mas o jeito como ela me observa de cima a baixo me deixa sem jeito, como se estivesse me despindo com o olhar.
É nossa primeira noite de verdade, na casa dela, na cama dela... e amanhã, quando eu acordar, só espero que ela não me peça pra ir embora.
Ela liga o ar-condicionado, e eu me deito ao seu lado, puxo o cobertor sobre nós, e ela vira de costas, se encaixando em mim devagar, até nossos corpos se tocarem por inteiro. Puxo um travesseiro, coloco mais baixo, pra ela apoiar a cabeça, e a abraço forte. Cheiro sua nuca, beijo ali com calma, e ela se aconchega ainda mais, segurando minha mão como se dissesse: fica.
— Boa noite, minha linda — murmuro baixinho, com a boca encostada no seu cabelo, sentindo o cheiro bom que vem dela.
— Boa noite, querido — ela responde com a voz doce, carregada de sono, mas ainda com um sorrisinho nos lábios.
Nos encolhemos um no outro, os corpos entrelaçados, corações batendo no mesmo ritmo. E assim dormimos, abraçados, satisfeitos, com aquela paz gostosa de quem sabe que está exatamente onde deveria estar.
Gloria
Começo a despertar, e antes mesmo de abrir os olhos, sinto que estou deitada sobre algo firme, quente e deliciosamente cheiroso, é ele. Abro os olhos devagar, tentando me acostumar com a luz suave da manhã. É domingo, o sol entra forte pela janela, iluminando tudo com um brilho dourado. Estou quase toda em cima dele, uma perna encaixada entre as dele, a cabeça no seu peito que sobe e desce devagar, e um braço largado sobre sua barriga, é um abrigo, um aconchego que eu não quero largar tão cedo.
Ele tá dormindo tranquilo, o rosto sereno, e eu fico ali, só observando, admirando com um sorrisinho bobo, sem me mexer, aproveitando o momento como se o tempo tivesse parado. Até que olho pra baixo... e vejo o volume marcado da ereção matinal, firme, provocante, e minha boca enche d'água de novo, sem controle.
O que esse homem fez comigo..., penso, meio sem me reconhecer.
Tiro, com cuidado, os braços dele de cima de mim para não acordá-lo, e deslizo o lençol devagar. Está deitado de barriga para cima, entregue a um sono tranquilo que dá gosto de ver. Seu pau está completamente duro, pressionando a cueca — provocante. Sem pensar duas vezes, o liberto, deixando-o exposto. Ele se mexe levemente, ainda imerso no torpor do sono. Me posiciono entre suas pernas, baixo o corpo devagar... e começo a chupá-lo com suavidade, explorando cada reação.
Em poucos segundos, ele começa a despertar. Solta gemidos baixos, confusos. Passa as mãos pelo rosto, a respiração já mais pesada... e então olha para baixo.
[...]
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Desejo oculto
FanfictionNos bastidores da novela Terra e Paixão, dois veteranos da teledramaturgia se encontram não apenas em cena, mas também na vida real. Paulo Rocha e Gloria Pires, ao darem vida a seus personagens, acabam despertando sentimentos que ultrapassam o rotei...
