Capítulo 16

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Boa leitura

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Boa leitura

Gloria

Quando ele disse que eu sou fraca e não tenho opinião própria, meu sangue ferve.

"Quem ele pensa que é para falar isso assim, na minha cara?" 💭

Debatemos e eu percebo que a Ana percebeu o que estávamos dizendo, e qualquer pessoa que estivesse totalmente focada em nós também perceberia, mas torço para que não. A terapia chega ao fim e mando servir o jantar, todos se acomodam na mesa de jantar que é bem grande. Sempre amei receber minha família e amigos em casa, então tem espaço suficiente para todos. O clima está mais leve do que na hora do debate, todos rindo e conversando.

Horas depois...

Já era umas 20h20 da noite, começamos a beber vinho, algumas pessoas já estavam indo embora depois das duas garrafas. Por volta das 21h, ficaram somente eu, Paulo, Padilha, Ana e mais umas duas pessoas. Estamos alegres, mas não bêbados. Sábado queria aproveitar com pessoas queridas, não tinha problema nenhum em beber um pouco mais. Durante essas garrafas, ele não parava de me olhar por um segundo, então, quando percebo que o vinho acabou, decido buscar mais uma garrafa na adega.

— Gente, vou buscar mais uma garrafa pra nós na adega, com licença, já volto. ~ aviso e saio indo para a adega.

Paulo

Quando ela sai para pegar mais vinho, acompanho com o olhar enquanto dou o último gole e deixo a taça em cima da mesinha.

— Vou ao banheiro, com licença! — digo, deixando a taça e me levantando.

Padilha me olha de canto e dá um sorrisinho, entendendo.

— Fica à vontade, Paulo! O banheiro fica em direção à adega. — ele pisca.

Ele fala todo sonso, e agradeço, vendo que os outros estão distraídos conversando. Então, vou em direção à adega, precisava de uns minutos a sós com ela. Quando chego, ela está tentando pegar uma garrafa no alto, com os braços esticados para cima, na ponta dos pés. O vestido sobe, deixando exposta a poupa da sua bunda. O cheiro de fermentação dos vinhos era muito bom, misturado ao cheiro dela, ficou ainda melhor. Me aproximo, pego o vinho que ela quer.

— Esse? — digo, sussurrando perto do seu ouvido.

Ela se vira rápido, me olhando assustada, é tão pequena que preciso olhar para baixo, nossos corpos quase colados.

— É sim, obrigada. — ela desvia o olhar.

Ela pega o vinho da minha mão com certa brutalidade, ela está com raiva, e fica linda assim, baixinha e toda marrenta. Desvia de mim, mas quando ela tenta sair, seguro seu braço.

— O que você quer, Paulo? — pergunta, com a voz baixa.

— Você me humilha, mente pra mim e ainda quer ficar com raiva? — questiono, indignado.

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