Capítulo 5

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Boa leitura

Gloria

Chego em casa depois de tomar boas garrafas de vinho e champanhe com o Eri. Estou bêbada, mas nossa... foi tão bom a gente se divertiu tanto! Ele me deixou na porta de casa e, assim que entro, percebo que estou completamente sozinha. A empregada me entrega um recado da Ana dizendo que está em uma festa. Olho no relógio: 22h01 dispenso minha ajudante e me jogo no sofá.

Meu celular vibra na minha mão quando pego para ver, é uma mensagem do Paulo.

"Oi, Gloria, boa noite! Tudo bem? Cheguei ontem no Brasil. Lembra que nos falamos a última vez e eu estava em Lisboa? Pois é, voltei e trouxe algumas coisas de lá para você. Está em casa? Estou aqui perto, visitando uns amigos. Posso passar para deixar as suas?"

Sem pensar muito, respondo na hora, a cabeça leve pelo álcool.

"Oi, Paulo, boa noite! Estou sim, pode vir, claro..."

Largo o celular em cima do sofá e subo para minha suíte sem perceber que deixei a porta de casa entreaberta, preciso de um banho frio. Tiro a roupa, lavo os cabelos, escovo os dentes e fico um bom tempo ali, deixando a água gelada escorrer pelo corpo. Quando saio, já se passaram mais de 40 minutos.

Pego uma calcinha branca e visto meu hobby rendado da mesma cor. Não estou esperando mais ninguém a essa hora, então nem me preocupo. Só quero deitar e dormir mas, assim que entro no quarto, escuto uma voz chamando lá embaixo.

Paro, o coração acelerando me assusto, mas corro para ver quem é.

As luzes da casa estão baixas pelo horário. Desço descalça, os cabelos ainda molhados, e quando chego à sala... ele está lá.

Paulo.

Parado na porta, me observando.

- Oi... — minha voz sai meio rouca. — Achei que você não viria, já estava indo me deitar.

Paulo

Não consigo responder.

Estou simplesmente paralisado.

Ela está ali, na minha frente, com aquele hobby transparente que não esconde nada. Os cabelos soltos e ainda úmidos, a pele brilhando sob a luz suave da sala e então vejo.

Seus seios.

Sem sutiã.

Os bicos desenhados no tecido fino, duros.

Engulo seco, meu pau pulsa dentro da calça na mesma hora. Tento me recompor, mas meus olhos se recusam a desviar ela percebe, claro que percebe.

E então vem até mim.

Ela está perto agora, perto demais. O cheiro dela invade meu nariz, um misto de sabonete e álcool. Sei que está bêbada, sei que não está pensando direito.

Mas Gloria não recua, muito pelo contrário.

O olhar dela desliza pelo meu corpo, ela morde o lábio. Eu fico imóvel, meu corpo já sabe o que quer, mas minha cabeça grita que isso não pode acontecer.

Ela está casada.

Eu estou casado.

Mas, puta merda, essa mulher me quer e eu também a quero.

A tensão entre nós é palpável. Meu coração está disparado, a sala inteira parece menor, como se o ar tivesse sumido. Ela levanta os olhos para mim e, naquele segundo, eu sei.

Ela não quer pensar.

Ela quer sentir.

Meus punhos cerram ao lado do corpo minha vontade é pegar essa mulher e acabar com esse desejo agora, contra a parede, no sofá, no chão.

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