15 - Confiança e Novos Desafios

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Talita estava ansiosa para contar a novidade a Filipe. O dia havia sido cheio de emoções com o reencontro inesperado com João e a realização de finalmente estar trabalhando no CT do Flamengo. Depois do trabalho, ela dirigiu direto para o apartamento de Filipe, onde ele e Theo a aguardavam.

Assim que entrou, Theo correu para abraçá-la, segurando um de seus dinossauros na mão. Talita sorriu e se abaixou para envolvê-lo em um abraço caloroso.

– Oi, Theo! Como foi o seu dia?– perguntou ela, sempre entusiasmada com o carinho do menino.

– Brinquei de dinossauro o dia todo com o papai!– respondeu ele, antes de correr de volta para os brinquedos.

Filipe, que estava na cozinha preparando algo para eles, sorriu ao ver Talita entrar. Ele a observava com carinho, vendo como ela interagia com Theo, algo que só fortalecia o que ele sentia por ela.

– E aí, amor, como foi o seu dia?– perguntou ele, enquanto a abraçava por trás, depositando um beijo suave em sua cabeça.

Talita se virou com um sorriso animado.

– Eu tenho uma novidade pra te contar!– disse ela, com os olhos brilhando de emoção.

Filipe franziu a testa, curioso.

– Sério? O que aconteceu?

– Eu consegui um trabalho incrível, Filipe! Comecei hoje no Centro de Treinamento do Flamengo. Vou cobrir o dia a dia do time como jornalista esportiva.

Por um momento, Filipe ficou em silêncio, processando a informação. Ela sabia que ele era tricolor, um torcedor fanático do Fluminense, e sabia que isso poderia render algumas provocações. Mas, para sua surpresa, ele sorriu largamente.

– Caramba, Tata, isso é incrível! Parabéns!– Filipe a abraçou com força, demonstrando apoio genuíno. – Eu sei o quanto você queria essa oportunidade.

– Obrigada!– Talita respondeu, derretida com a reação positiva dele. – Mesmo sendo torcedor do Fluminense, achei que ia ficar mais incomodado com isso. – Ela riu, provocando-o levemente.

Filipe fez uma expressão brincalhona de dor.

– Ah, você sabe como isso dói na minha alma tricolor, né? Trabalhar com o Flamengo , mas por você, eu até aguento.– Ele piscou, claramente feliz pela conquista dela, apesar da rivalidade.

Talita riu, aliviada por ele estar levando tudo numa boa. No entanto, ela sabia que precisava contar sobre João, e isso era algo que a deixava um pouco nervosa. Não que houvesse motivo para ciúmes – João sempre foi apenas um amigo –, mas Filipe não o conhecia, e ela sabia que essa notícia poderia trazer um tom diferente à conversa.

– Ah, e tem mais uma coisa– começou ela, mordendo o lábio levemente.

– O quê? Tem mais?– perguntou Filipe, sorrindo ainda, mas já curioso.

– Eu reencontrei o João hoje. Ele trabalha como assessor de imprensa do Flamengo, e a gente estudou junto na faculdade. Ele era meu melhor amigo naquela época.

Filipe deu um pequeno passo para trás, seus olhos ainda sorrindo, mas algo sutil mudou em sua expressão. Era como se, por um segundo, ele tivesse processado a informação e deixado uma pontinha de ciúme surgir.

– João, é?– ele perguntou, tentando manter o tom casual, mas Talita conhecia Filipe bem o suficiente para perceber a leve mudança.

– Sim, o João. A gente era muito amigo na faculdade, mas depois da formatura, cada um seguiu um caminho, e a gente acabou se afastando. Foi muito legal reencontrá-lo, sabe?– Talita explicou, tentando tranquilizá-lo.

Filipe cruzou os braços, o sorriso ainda presente, mas com uma sombra de algo mais atrás dele.

– Ah, entendi melhor amigo da faculdade. E agora vocês vão trabalhar juntos todos os dias?– Ele perguntou, o tom ainda leve, mas ela podia sentir o toque de ciúmes.

Talita se aproximou e colocou as mãos nos ombros dele, olhando-o nos olhos.

– Filipe, você não tem com o que se preocupar. Eu e o João somos só amigos. Sempre fomos. Nunca teve nada além de amizade entre a gente, e não vai ser diferente agora.– Talita falou com um tom firme, mas doce, mostrando a sinceridade em seus olhos.

Filipe soltou um suspiro, mas ainda parecia um pouco com o pé atrás. Ele desviou o olhar por um momento, como se estivesse pensando no que dizer, antes de voltar a encará-la.

– Eu sei, Talita. Eu confio em você, de verdade. Só que, sei lá é estranho, sabe? Vocês vão estar juntos todos os dias, trabalhando lado a lado. E eu sou homem, sei como as coisas podem ser.– Ele tentou explicar, sem soar possessivo, mas ainda deixando transparecer o desconforto.

𝑴𝒊𝒏𝒉𝒂 𝑳𝒖𝒛 - 𝑭𝒊𝒍𝒊𝒑𝒆 𝑹𝒆𝒕Onde histórias criam vida. Descubra agora