Assim que as portas do elevador privado que leva ao apartamento de Bright se abrem, percebo meu erro.
Quando pedi a ajuda dele para descobrir onde estava errando com a música, não me ocorreu que iríamos para a casa dele... Sozinhos. Mas quando olho a vista de cima do Central Park coberta por uma névoa dourada do sol poente, congelo. Com essa visão à frente, as letras na minha mão e a proximidade dele, estou tão ferrado.
“Sei que o elevador tem uma acústica incrível, mas se quiser minha ajuda, deve entrar.”
Bright diz por cima do ombro.
Quando as portas começam a fechar, seguro com o braço e depois entro na casa dele.
Ah, isso é ruim. Isso é muito, muito ruim.
Bright caminha à minha frente, tira o casaco e joga no sofá, e então se vira para mim enquanto levanta as mangas da camisa.
Ele não sabe o que você fez na noite passada.
Apenas trabalhe na música e saia. Nada demais.
Bright gesticula com o dedo para eu me aproximar, e deixo de lado minha hesitação e caminho para a sala de estar, enquanto olho ao redor, vejo que, como Nani, ele tem uma planta aberta, com um balcão separando suas áreas de estar e jantar. As paredes do lado são de vidro, e o pensamento surge na minha cabeça de que talvez o quarto dele também seja.
Que diabos? Não me importo com o quarto dele. Não quero ver. Não quero pensar sobre isso.
Agora estou mentindo para mim.
“Você gostaria de um tour?”
Bright pergunta, mais uma vez como se pudesse ler minha maldita mente.
Ergo a folha com as letras.
“Acho que devemos trabalhar nisso.”
“Entendi.”
Ele anda até uma poltrona azul e se recosta sobre ela.
“Vá em frente, então.”
E agora tenho que cantar essas merdas de palavras.
Ótima ideia, Win. Sério. Brilhante.
Tusso e olho para a letra que Bright escreveu. Já é difícil o bastante cantar a música na frente dos outros caras, mas agora? Com apenas ele como meu público? Algo sobre isso parece íntimo demais, ou talvez seja o fato de que toda vez que olho para ele, ainda posso sentir o orgasmo épico que tive sozinho apenas o observando.
“Fique à vontade...”
Bright diz.
“Sente-se, se você quiser.”
Ficar à vontade? Sem chance de isso acontecer. Não preciso me sentir confortável na casa dele, preciso corrigir minha parte nessa música e dar o fora, então fico em pé.
Bright dá de ombros. “Ou não.”
Encerrando a conversa, começo a cantar, mas só chego até a segunda linha antes de Bright interromper.
“Você está começando errado. Sim, precisa dessa frustração mais tarde, mas precisa construí-la durante a música. Pense realmente nas palavras. Você está excitado pra caralho e não vai se desculpar por isso.”
Reprimo uma reação e olho pra baixo. Ouço o que ele diz, mas é impossível não pensar em Bright escrevendo essas linhas. Bloquear isso completamente é a única forma de conseguir cantar essa música, mas não estou dando a Bright o que ele quer. Quando tento novamente, fecho os olhos, mas ele não me deixa passar pelo primeiro verso antes de me impedir.
“Win, vi você no palco praticamente fodendo o pedestal do microfone, então qual é o problema aqui?”
“Eu... Não sei.”
Outra mentira, mas o que devo dizer a ele? A verdade?
“Isso é besteira. Você sabe como fazer isso, mas está se segurando. Por quê?”
Passo a mão no meu rosto e suspiro.
“Só não está vindo.”
Bright morde o lábio inferior enquanto me estuda, e então se levanta da cadeira.
“Tudo bem, precisamos tentar algo diferente. Me conte sobre sua última foda.”
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Fallen Angels
Fiksi PenggemarAnos de turnês mundiais. Milhões de álbuns vendidos. Centenas de viagens loucas. Fãs sedentas. Todos os dias são uma festa na vida de Bright o rebelde e sua mega Banda TBD a maior do cenário Rock. Mas tudo chega a um ponto de ruptura quando o vocali...
