Capítulo 78

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Pov James Campbell

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Pov James Campbell

— Franki, vamos! — ordenei, batendo a porta do carro com força. 

— Como quiser, James. — Franklin respondeu calmamente, girando o volante. 

Seguimos pela estrada até estacionarmos em frente à propriedade Johnson. A neve fina caía, tingindo o chão de branco sob o céu cinzento. Virei-me para Luna no banco de trás. 

— Luna, espere aqui com seu avô, tudo bem? 

Ela assentiu silenciosamente, seus olhinhos atentos. Com um último olhar preocupado, saí do carro e caminhei até a porta, sentindo o frio cortante do inverno. Apertei a campainha e, após alguns momentos, a porta se abriu. Quem me recebeu foi Frida, a empregada arrogante que eu conhecia bem demais. 

— Você? — perguntou ela, o desdém claro na voz. 

— Não, o Papai Noel. — respondi com sarcasmo, sem paciência para suas provocações. — Sophia está aí? 

Frida franziu a testa, mas antes que pudesse responder, uma figura loira e elegante surgiu atrás dela. 

— Pode deixar, Frida, eu falo com ele — disse Beatrice, dispensando a empregada com um olhar. 

Frida lançou-me um último olhar mal-humorado antes de desaparecer pelo corredor. Beatrice, por outro lado, se aproximou rapidamente e, sem aviso, beijou meu rosto. 

— Que surpresa agradável ver James Campbell pessoalmente. E mais atraente ainda do que lembrava. — Seus olhos cintilavam com uma falsa doçura. 

— Beatrice, onde está Sophia? — perguntei, ignorando seu comentário e tentando espiar pelo corredor à procura de qualquer sinal dela. 

— Que indelicadeza da minha parte... Entre, Campbell. — Ela abriu a porta com um sorriso malicioso, mas eu não tinha tempo para joguinhos. 

— Sophia está aqui ou não? — perguntei, impaciente. 

Beatrice ergueu uma sobrancelha, claramente se divertindo com a situação. 
— Estou surpresa que você não saiba onde sua noiva está. 

— Beatrice, me diga logo! — rosnei, perdendo a paciência. 

— Sim, ela está no escritório com meus pais. Não se preocupe, Campbell. Eles não estão devorando ela. — Sua voz tinha um tom irônico que só aumentou minha frustração. 

Sem esperar mais, avancei pelo corredor e empurrei a porta do escritório sem me anunciar. Sophia estava sentada em uma poltrona, completamente imóvel, como se algo tivesse a paralisado. Seus olhos estavam baixos, e lágrimas escorriam por seu rosto. 

— Que desagradável, senhor Campbell, invadir assim sem ser anunciado — disse Felipe Johnson com frieza, mas eu o ignorei completamente. 

— Sophia, amor... — chamei, ajoelhando-me ao lado dela. 

DESTINO TRAÇADOOnde histórias criam vida. Descubra agora