Rafaela Kalimann é uma garota intersexual, que perde o pai e assumi a empresa da família, se tornando uma empresária alemã poderosa que se "apaixona" pela secretária Bianca Andrade.
No início de dezembro, a mãe de Rafaela aparece em Madri para ver com os próprios olhos como está a filha. Ela me conta que Flyn viria com ela, mas aprontou das suas e ela o proibiu de vir, deixando-o com a babá. Sua felicidade ao ver Rafaela tão feliz é total, ainda mais quando falamos da nossa mudança para a Alemanha.
Sonia se emociona. Saber que sua filha vai voltar para casa a enche de alegria e dá para ver isso em seu olhar.
Nessa noite, quando chego ao restaurante e vejo meu pai e minha irmã com meu cunhado José esperando a gente, fico radiante. Rafaela organizou tudo sem me dizer nada. Quer que nossas famílias se conheçam e que nossa relação seja totalmente oficial. Fico feliz com a surpresa, ainda mais quando meu pai me dá um beijo e murmura:
— Você vale muito, moreninha, e ela sabe disso.
A alegria que sinto ao escutar meu pai e ver sua cara de orgulho é indescritível. Ele quer o melhor para mim e sabe que Rafaela é minha felicidade. Andrés e Frida também chegam para o jantar e, quando acho que não vai chegar mais ninguém, Marta aparece com um amigo. Todos brindam a nós duas, e eu e Rafaela nos entre olhamos feito bobas. Mal posso acreditar que tudo isso está acontecendo comigo. Encontrei o amor quando menos procurava e com a pessoa que menos esperava. Rafaela é meu mundo e minha vida e nada, absolutamente nada, pode atrapalhar minha felicidade e minha alegria.
Minha namorada maravilhosa está lindona com seu terninho preto e seu cropped.
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Veste- se de um jeito tão elegante que às vezes fico preocupada em não estar à altura. Seu olhar me deixa louca. Sei o que ela está pensando. Sei o que deseja. Me aproximo e murmuro:
— Quero ir logo pro hotel.
— Hummmm, você está ficando mesmo depravada, querida — cochicha e me dá um beijo no ombro.
Sorrio, enquanto todo mundo janta tranquilamente ao nosso redor.
— Tão depravada quanto você. Não penso em mais nada além de...
— Sexo?
Faço que sim e ela sorri.
— O que acha de brincarmos um pouco essa noite?
Seus incríveis olhos claros me encaram.
— Você quer que a gente brinque hoje à noite?
Arregalo os olhos e sorrio mais uma vez.
— Quero.
Rafaela enfia um pedaço de carne na boca e, após mastigar, me pergunta no ouvido: