11. Discussões.

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Yeri estacionou o carro em frente ao restaurante e deu uma olhada rápida no lugar. Não havia sinal de Seulgi, mas ela já esperava por isso. Seulgi não havia dado um horário exato, e Yeri decidiu que seria mais fácil simplesmente ir até lá. Entrou no restaurante, e o movimento parecia estar no auge.

Logo avistou Wendy no centro do salão, apontando para um grupo de garçons enquanto lia algo em um caderno de anotações.

— E por que esse pedido ainda não foi pro balcão? — Wendy franziu o cenho, levantando o caderno. — Minha tia deixou claro: se demorar mais de sete minutos, perdemos o cliente.

— Mas foi o cliente que pediu pra segurar o prato! — um dos garçons respondeu.

— Não interessa! O prato precisa estar pronto e quente quando ele mudar de ideia. Mexam-se!

Yeri esperou até que Wendy terminasse de falar, cruzando os braços.

— Ei, Wendy. — Yeri chamou ao se aproximar.

Wendy virou-se rapidamente, segurando uma prancheta e franzindo o cenho. — Yeri, agora não é um bom momento.

— Não vai demorar. — Yeri disse, encostando-se no balcão. — Estou procurando a Seulgi. Ela está no escritório?

Wendy suspirou, virando-se para repreender um dos garçons que parecia perdido. — Já falei, cara, a mesa três pediu o vinho tinto, não o branco. Volte e resolva isso antes que Bada apareça aqui e me coma viva.

— Wendy? — Yeri insistiu, cruzando os braços.

Wendy massageou a testa com a ponta dos dedos. — Não, ela não está no escritório. Está no galpão.

— Que galpão? — Yeri franziu o cenho.

Wendy deu um olhar de advertência a um dos cozinheiros que saía apressado da cozinha com um pedido errado. — E você, meu amigo, se sair daqui de novo sem a confirmação do chef, eu juro que a tia Bada vai te despachar pra outro restaurante.

— Wendy, foco aqui. — Yeri chamou, impaciente.

Wendy soltou um suspiro exasperado. — No galpão. Você entra pelo escritório dela. Tem uma passagem atrás da prateleira.

Yeri piscou, surpresa. — Passagem?

— Atrás da prateleira do escritório. — Wendy respondeu no automático, antes de perceber o que tinha dito. — Espera, você não ouviu isso.

Yeri ergueu as sobrancelhas. — Claro, Wendy. Ninguém ouviu nada.

— Ótimo. Agora me deixe terminar de salvar esse turno antes que minha tia resolva passar por aqui de novo. — Wendy voltou sua atenção para os garçons. — Lembrem-se, Bada quer excelência. Não “bom”, não “aceitável”. Excelência!

Yeri balançou a cabeça, desviou de um grupo de clientes e seguiu pelo corredor em direção ao escritório de Seulgi.

Dentro do escritório, tudo estava arrumado como sempre. A prateleira de livros e documentos ocupava boa parte de uma das paredes. Yeri passou os dedos pela madeira, inspecionando, até encontrar uma pequena alavanca escondida no canto inferior. Um clique suave ecoou, e a prateleira deslizou para o lado, revelando uma passagem estreita iluminada por lâmpadas penduradas.

— Isso explica algumas coisas…

Yeri empurrou a porta de ferro com cuidado e entrou no espaço. O ambiente era diferente de tudo que esperava encontrar em um galpão. As paredes estavam cobertas por quadros, alguns apoiados em cavaletes, outros pendurados de forma irregular. As telas exibiam paisagens vibrantes, retratos detalhados e composições abstratas que exalavam emoção e técnica.

Yours | SeulreneHistórias para pegar e não largar. Descubra agora