Irene se mexeu levemente, sentindo um peso confortável sobre sua cintura. Ainda meio adormecida, franziu a testa, tentando entender aquela sensação quente e firme ao seu redor. Quando se moveu de novo, sentiu algo se apertar contra sua cintura.
Seu coração pulou uma batida.
Seulgi.
Ela estava ali, ainda dormindo, com um braço passado ao redor dela, segurando-a de um jeito que parecia natural, como se sempre dormissem assim. As pernas de Seulgi estavam misturadas às suas, e Irene percebeu que sua própria mão estava sobre a de Seulgi, como se tivesse procurado aquele contato durante a noite.
Ela sorriu de leve, sem se apressar para sair dali. Pelo contrário, fechou os olhos por um instante e respirou fundo. O cheiro da pele de Seulgi ainda tinha um resquício do sabonete que ela usou no banho, misturado ao perfume natural que Irene conhecia bem.
Por um segundo, ficou apenas ali, sentindo o calor do corpo de Seulgi contra o seu.
Mas então, não resistindo à tentação, mexeu os dedos sobre a mão da outra e sussurrou:
— Seulgi… ainda tá dormindo?
Seulgi nem se mexeu. Continuava dormindo profundamente, a respiração pesada e um ronco suave escapando de seus lábios de vez em quando. Irene segurou um riso, achando graça da cena. Seulgi sempre dormiu feito uma pedra, mas agora, adulta, parecia ainda pior.
Ela tentou se mover um pouco, apenas para se ajeitar melhor, mas foi nesse instante que sentiu algo pressionando contra seu traseiro.
Irene congelou.
Seulgi se mexeu levemente atrás dela, como se instintivamente seguisse seu movimento, e o volume voltou a roçar contra ela, quente e firme.
Seu rosto esquentou, e ela apertou os lábios para não soltar nenhum som. Com cuidado, ela virou um pouco o rosto para espiar Seulgi por cima do ombro. Mas a outra ainda estava completamente apagada, sem a menor noção do que estava acontecendo.
Irene mordeu o lábio, sentindo seu próprio corpo começar a reagir de um jeito perigoso.
Com todo o cuidado do mundo, Irene começou a se mover, deslizando devagar para fora do abraço forte de Seulgi. As mãos da outra estavam relaxadas sobre sua cintura, mas Irene conseguiu se desvencilhar sem acordá-la.
Quando finalmente se virou, seus olhos foram imediatamente atraídos para um detalhe impossível de ignorar: o volume visível no moletom de Seulgi.
Seulgi continuava dormindo profundamente, alheia ao próprio estado. O tecido do moletom fino não escondia nada, e agora que Irene via a cena com clareza, umedeceu os lábios sem perceber, mordendo o inferior logo em seguida.
Irene se aproximou da cama outra vez, ainda mordendo o lábio com um brilho travesso nos olhos. Ela deslizou os dedos pelo braço de Seulgi, subindo devagar até o ombro exposto pela regata larga.
— Seul… — chamou baixinho, sua voz doce e provocante.
Seulgi resmungou em resposta, se mexendo um pouco, mas sem abrir os olhos.
Irene mordeu um sorriso e tentou de novo, agora passando a ponta dos dedos pela clavícula de Seulgi, depois subindo até a linha do maxilar.
— Hm… o que? — Seulgi murmurou, a voz rouca pelo sono enquanto piscava algumas vezes.
Irene inclinou a cabeça, fingindo inocência.
— Estava tentando te acordar completamente, afinal, uma parte de você já está.
Seulgi franziu o cenho, ainda meio grogue.
— Hein?
Mas então, quando se moveu levemente, percebeu.
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Yours | Seulrene
FanfictionQuando Seulgi decide ficar em Seoul, Irene fica despedaçada, mas parte para a Europa, sozinha e grávida de Seulgi. Anos depois, Karina já está grande e plenamente decidida em saber quem é sua outra mãe. É por isso que ela vai atrás de Seulgi, e ela...
