16. O aniversário (parte 1)

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FELIZ ANO NOVO!!

Eu tenho muito a agradecer vocês, meus queridos leitores, que entra ano e sai ano, ainda estão aqui comigo, me ajudando e me incentivando a construir mais histórias. Obrigada por tanto! Que 2025 nos traga mais histórias, leituras e momentos incríveis!

Enfim, sem mais delongas, tenham uma ótima leitura!

...

O Kang’s Table estava a todo vapor. Funcionários entravam e saíam da cozinha com caixas cuidadosamente embaladas, enquanto outros organizavam o carregamento em uma van estacionada na entrada. 

Joy estava ao lado da van, checando a lista de pratos e gritando ordens para garantir que tudo estivesse no lugar. Wendy, do lado de dentro, organizava os funcionários, supervisionando cada detalhe com precisão.

— Vamos, gente! Quero ver essa última caixa na van em dois minutos! — Wendy apontou para um dos garçons. — E cuidado com as bandejas! Não dá pra refazer nada agora!

Bada, parada no canto, observava tudo com os braços cruzados e uma expressão de desdém. Era evidente que o envolvimento do restaurante no buffet de Irene não lhe agradava nem um pouco.

— Ei, cuidado com isso, seu incompetente! — ela gritou de repente, sua voz cortando o barulho. Um funcionário, assustado, quase deixou cair uma bandeja ao tropeçar no degrau da cozinha.

— Desculpe, senhora Kang! — ele gaguejou, tentando se recompor.

— Desculpar-se não resolve nada! Se isso tivesse caído, eu faria você pagar por tudo! — Bada disparou, os olhos afiados como lâminas.

Joy, percebendo a tensão, aproximou-se com um sorriso forçado.

— Dona Bada, está tudo sob controle. Não se preocupe.

Bada virou-se para ela, erguendo uma sobrancelha.

— Tudo sob controle, é claro… — sua voz era fria, quase venenosa. 

Sem esperar resposta, Bada deu meia-volta e saiu do local, seus saltos ecoando no chão de ladrilhos.

Joy suspirou, trocando um olhar com Wendy, que já parecia exausta.

— Velha rabugenta! — Joy murmurou, ajustando a prancheta em suas mãos.

— Não ligue pra ela, amorzinho. — Wendy respondeu, antes de voltar sua atenção para a cozinha. — Ok, gente! Última caixa! Vamos terminar isso e sair daqui!

Enquanto Bada adentrava novamente no restaurante, com o semblante fechado e o andar firme, ela deu de cara com uma mulher parada bem na entrada. Mas antes que pudesse avançar, parou ao dar de cara com uma jovem parada na entrada.

— Posso ajudar? — disse Bada, em um tom seco, analisando-a dos pés à cabeça.

— Estou aqui para ver a Seulgi. — Yeri respondeu diretamente, cruzando os braços.

— Marcou horário?

— Horário? Não acho que eu precise marcar horário para falar com ela.

— E quem exatamente é você?

— Yeri. — respondeu, tentando manter a compostura. — Nós... saímos algumas vezes.

Bada soltou uma risada seca, quase debochada.

— Saíram algumas vezes? — repetiu, inclinando a cabeça. — Querida, sair algumas vezes com minha filha não faz de você alguém importante.

O tom ríspido fez Yeri cerrar os olhos, e sua paciência começou a se esgotar.

Yours | SeulreneHistórias para pegar e não largar. Descubra agora