13. A noite da exposição (parte 2).

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— Yeri... Por que você fez isso?

— O quê, o beijo? — Ela questionou, como se fosse a coisa mais natural do mundo, sem perceber a gravidade do momento.

— Sim, o beijo. Você me pegou de surpresa... — Seulgi disse, tentando esconder a frustração que começava a se formar em seu peito.

Yeri deu uma risadinha baixa, passando a mão pelos cabelos de forma displicente.

— Foi a emoção da noite, Seulgi. A galeria, as pessoas, tudo... Não dá para controlar, né? Espero que você não vá tentar me dar um sermão, justo na minha noite!

Seulgi, sem querer piorar as coisas, recuou um pouco, deixando sua expressão relaxar. Ela suspirou e olhou para Yeri com um sorriso forçado.

— Certo. Meus parabéns, Yeri. Aproveite a sua noite!

Yeri deu uma última olhada para Seulgi. Com um sorriso vitorioso, pegou uma taça com um garçom que passava por ali, e seguiu seu caminho. Seulgi, por sua vez, ficou parada por um momento, os olhos voltando a procurar Irene mais uma vez. 

Seulgi a encontrou envolvida em uma conversa com alguns convidados. Ela não pôde deixar de admirar a maneira como Irene estava conduzindo a noite. Com um leve suspiro, Seulgi se aproximou, dando um sorriso pequeno, mas genuíno.

— A exposição está incrível, Irene…

Irene virou-se para ela, esboçando um sorriso forçado.

— Obrigada, Seulgi. — Ela respondeu de forma vaga, como se estivesse mais concentrada em manter a postura de anfitriã do que na conversa.

O sorriso de Seulgi se desfez um pouco. Não era o tipo de resposta que ela esperava. Então, sem saber muito bem como agir, ela tentou continuar.

— Eu não poderia deixar de prestigiar a exposição, claro.

— Certamente, não poderia. Yeri trabalhou muito nisso. E é justo que sua pessoa especial prestigie o esforço dela.

— Uh, Irene, sobre-

— Karina, veja quem chegou! — Irene gritou à sua filha, que estava numa mesa próxima dali. 

Era uma manobra óbvia. Irene queria escapar da situação, do ciúme evidente que sentia por Seulgi e não tinha como ignorar.

— Seulgi! — Karina veio correndo ao encontro da mulher, que não hesitou em se abaixar para abraçar a garota com ternura.

— Ei, garotinha! Como vai? — Seulgi apertava Karina contra si, o sorriso nos olhos denunciando o afeto genuíno que sentia pela menina.

— Vou muito bem, você sabe. Mas acho que você está mais animada por me ver do que eu por você!

— É, você me pegou nessa!

Irene aproveitou a oportunidade para se afastar discretamente. Ela sentiu a necessidade de dar um tempo para processar tudo o que estava acontecendo, e Karina, ao lado de Seulgi, parecia um ótimo momento para se retirar sem levantar suspeitas.

Mas Karina, com o olhar observador de sempre, notou a ausência de Irene e virou-se para Seulgi.

— A mamãe está bem? 

Seulgi hesitou por um momento, observando a distância que Irene havia tomado. 

— Espero que sim…

— Bom… então vem sentar comigo! Tem uma mesa cheia de comida pra gente! — Karina exclamou, pegando Seulgi pela mão e puxando-a suavemente.

— Claro, por que não?

Yours | SeulreneHistórias para pegar e não largar. Descubra agora