25. Formiga.

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Assim que entraram no apartamento, Karina deixou sua mochila sobre o sofá e começou a andar pelo espaço. Seus olhos brilhavam enquanto admirava cada canto do lugar. As paredes de concreto aparente, os quadros modernos e a vista espetacular pela janela enchiam sua curiosidade.

Seulgi ficou parada por um instante, observando a filha explorar o ambiente com um sorriso tímido.

— Vem cá, deixa eu te mostrar o seu quarto — disse Seulgi, aproximando-se.

Karina virou-se rápido, surpresa.

— Eu vou ter um quarto só meu aqui também?

— Vai, mas é claro que vai! — Seulgi segurou a mão dela e a guiou pelo corredor.

Ao abrir a porta, Karina ficou em silêncio por alguns segundos. O quarto de hóspedes era espaçoso, com uma cama de solteiro bem arrumada, um guarda-roupa embutido na parede e uma mesinha posicionada perto da janela, que exibia uma vista incrível da cidade iluminada.

— Esse cantinho aqui será seu a partir de agora. E você vai poder decorá-lo da maneira que quiser.

— É mesmo, mãe?

— Sim, pode colocar seus pôsteres, fotos, o que quiser.

Karina correu para abraçá-la apertado, enterrando o rosto no ombro de Seulgi.

— Você é ainda melhor sendo minha mãe, sabia?

Seulgi retribuiu o abraço, acariciando as costas da menina.

— E eu me sinto muito melhor sendo sua mãe, sabia?

Karina se afastou, sorrindo sapeca. 

— Sabia. — Ela pulou na cama, testando o colchão macio, rindo sozinha. — Eu gosto da ideia de ter dois quartos.

— Você é bem privilegiada, Karina, tenha isso em mente. — Seulgi sentou ao lado dela, cruzando os braços. — E então, como foi seu primeiro dia? Quero saber de mais detalhes.

— Eu fiz duas amigas muito especiais hoje. Uma se chama NingNing, ela é chinesa e adora ler livros de romance e escrever poemas. A outra é Giselle, japonesa, e parece uma princesa dos contos de fadas.

— Ah, é? Qual princesa?

— A Bela Adormecida. Essa menina só dorme!

Seulgi gargalhou, jogando a cabeça para trás. — Fico feliz que tenha feito duas amiguinhas. Mas e aquela menina que foi com você até a sala? Como era o nome mesmo?

— Ah, sim, a Winter. — Karina respondeu sem muito entusiasmo. — Essa menina eu não sei muito bem qual é a dela. Acho ela estranha.

— Por quê?

— Ela não fala, só fica fazendo cara feia o dia todo. Até parece que comeu comida estragada.

— Às vezes é só o jeito dela. Quem sabe, se vocês conversarem mais, pode mudar sua impressão.

— Eu sei que ela é uma pessoa legal... Hoje ela defendeu a Giselle de alguns valentões do colégio. Mas depois deu as costas e foi embora sem dizer nada.

— Talvez seja uma pessoa mais reservada, filha. Acho que com o tempo, você pode conhecê-la melhor.

— Eu não faço tanta questão, não.

— Logo você, Karina. Quem não te conhece, que te compre. — Seulgi apertou o nariz de Karina com carinho. — Mas sabe de uma coisa? Toda essa conversa me deu fome. Que tal você me ajudar a preparar um rango de respeito, hein?

— Só se a gente fizer lasanha à bolonhesa!

— Seu pedido é uma ordem!

Seulgi se abaixou, pegou Karina de surpresa e a colocou nos ombros, arrancando risadas da menina. As duas foram até a cozinha, já discutindo os ingredientes que iam usar.

Yours | SeulreneHistórias para pegar e não largar. Descubra agora