22. Acerto amigável.

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Dizem que quem é vivo sempre aparece...

...

No restaurante, ainda vazio, o silêncio parecia acolher a nova dinâmica. Karina segurava com firmeza a mão de Seulgi, caminhando ao seu lado. Ela olhava para Seulgi como se finalmente pudesse se vangloriar por chamá-la de mãe. Não mais uma amiga distante, mas a outra mãe que ela sempre desejou, estava ali, ao seu lado.

Seulgi guiou Karina até uma das mesas. Ambas se sentaram, e o sorriso de Seulgi transbordava, uma felicidade que ela mal podia conter.

— Sei que tudo isso pode parecer uma loucura para você, Karina... — disse Seulgi, a voz trêmula, ainda tentando processar a realidade.

— Na verdade, não parece. Eu esperei por esse dia há tanto tempo! — Karina respondeu, com uma sinceridade que tocou o coração de Seulgi.

— É sério? — Seulgi perguntou, surpresa.

— Desde que estava em Paris. Às vezes, eu ficava na espreita, escutando as conversas que a minha mãe tinha com a tia Fany ou com a Joy pelo telefone. Nessas conversas, sempre falavam o seu nome. Então, eu guardei isso pra mim. Quando voltamos para Seoul, já sabia que você era a pessoa que eu tinha que procurar.

Seulgi sorriu, um sorriso de pura admiração.

— Karina, como pode eu ter a sorte de ter uma filha tão inteligente como você?

— É, isso você tem razão. Eu sou muito inteligente. — Karina respondeu com um sorriso maroto. — Mas, por um tempo, eu fiquei com medo de estar blefando. Só que era um medo bobo. Minha confiança sempre foi maior.

Seulgi sorriu ainda mais, tocada pela sinceridade da filha.

— Ainda bem que você seguiu sua intuição. Se não fosse por sua determinação, talvez não teríamos nos conhecido.

Karina olhou para Seulgi com um olhar que refletia mais que palavras. Ela parecia ter sempre sabido que, no fundo, esse dia chegaria.

— Isso é verdade. — Karina disse, pensativa. — Mas acho que parte disso, além do vovô Tony, é claro, foi uma ajudinha lá de cima.

— Como assim? — Seulgi perguntou, curiosa.

— Sabe, quando eu assoprei as velas do meu bolo, eu fiz um desejo. E eu implorei com todas as forças para que ele se realizasse.

Seulgi ficou em silêncio, com um sorriso suave nos lábios, aguardando a resposta.

— E ele se realizou? 

— Você está aqui na minha frente agora e eu posso finalmente te olhar e te chamar de mãe... Então, sim, ele finalmente se realizou.

Seulgi não conseguiu conter as lágrimas que se formaram em seus olhos. Ela estendeu a mão e, com um carinho imenso, tocou o rosto de Karina. Com um gesto cheio de afeto, Seulgi se aproximou e beijou a testa de Karina.

— Você mudou minha vida, Karina… minha filha… 

Karina sorriu com o gesto carinhoso de sua mãe. Seulgi se levantou e estendeu a mão para a filha.

— Vem, tem duas pessoas que vão adorar saber dessa novidade! 

Karina, animada, segurou a mão de Seulgi, e as duas caminharam juntas em direção ao escritório. No entanto, o momento foi interrompido pela figura rígida de Bada, que surgiu no corredor com uma expressão de puro choque ao ver Karina ali.

— O que a filha daquela mulher está fazendo aqui? — disparou Bada, com a voz carregada de desprezo.

Karina deu um pequeno passo para trás, surpresa pela hostilidade. Antes que ela pudesse reagir, Seulgi posicionou-se imediatamente à sua frente, como um escudo.

Yours | SeulreneHistórias para pegar e não largar. Descubra agora