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Já vou adiantar: este não é o último capítulo.

...

O jardim estava decorado com flores brancas e folhagens verdes que balançavam levemente com o vento de fim de tarde. Cortinas translúcidas e luzes penduradas em cordões altos deixavam tudo com um ar etéreo, quase mágico. Era uma cerimônia íntima, reservada a quem realmente fazia parte da vida das noivas.

Joy, com as mãos trêmulas, observava o vão do altar improvisado de onde conseguiria ver a entrada dos convidados e, ocasionalmente, a silhueta da equipe organizadora correndo de um lado para o outro. Ela respirava fundo, repetidamente.

— Respira, Joy. Só falta você desmaiar e a Wendy achar que você fugiu. — disse Chanyeol, bem-humorado, ajeitando a gravata.

— Eu tô calma! — rebateu Joy, claramente não calma. — Quer dizer… mais ou menos. — Ela passou a mão no vestido pela milésima vez. — Ela ainda não chegou?

— Não. Pelo menos não que eu tenha visto. — Chanyeol respondeu. — Mas olha, tá tudo lindo. Ela vai pirar.

Joy sorriu, nervosa. — E se ela surtar? E se ela não gostar do buquê? E se ela tropeçar? E se eu tropeçar?

— Se você tropeçar, vai ser fofo. Se ela tropeçar, vai ser hilário. — disse Irene, surgindo por trás com um sorriso calmo, a barriga discretamente evidente sob o vestido verde oliva que seguia a paleta da noiva. Ela ajeitou o cabelo preso de Joy com delicadeza. — E se vocês tropeçarem juntas, aí sim vai ser perfeito.

Joy riu, sem jeito, e puxou Irene para um abraço.

— Obrigada por estar aqui. Por tudo.

Irene apenas apertou o abraço de volta. — Sempre.

Do outro lado, Seulgi conversava com Jake, padrinho de Wendy, e sua namorada Lyz, ambos animados com a cerimônia. Seulgi vestia um terno verde escuro alinhado, com um pequeno broche de crisântemo na lapela.

— Eu nunca tinha vindo a um casamento coreano. — comentou Jake, empolgado. — Tá tudo tão bonito. Wendy me contou muito sobre esse lugar.

— Fico feliz que esteja gostando. — Seulgi respondeu com um sorriso leve. — Joy ficou noites sem dormir decidindo os detalhes.

— Isso parece muito com a Wendy também. — disse Lyz, rindo. — As duas nasceram uma pra outra.

Karina passou correndo por elas, vestida com um vestido claro de tule e flores bordadas, rindo com a pequena coroa de flores que quase caía da cabeça.

— Karina, cuidado com a barra do vestido! — Irene chamou, rindo ao vê-la tropeçar levemente e se equilibrar.

— Eu tô bem! — respondeu Karina, endireitando a coroa. — Mas o cachorro da florista quase comeu meu sapatinho!

— A tradição de daminha em casamento com animais ainda vai ser o fim de todos os protocolos — murmurou Seulgi, sorrindo.

Então, os pais de Wendy chegaram, acompanhados por um organizador. O pai dela, Son Andy, era um homem alto, de traços serenos e cabelo grisalho bem aparado. Sua esposa, Son Kunimitsu, elegante e gentil, exalava uma aura de calma. Ambos usavam roupas em tons suaves, condizentes com a leveza da cerimônia.

Joy imediatamente foi até eles, ajeitando a postura, nervosa.

— Senhor e senhora Son! Que bom que vieram!

— Mas é claro que sim. Não perderíamos o casamento da nossa filha por nada no mundo. — respondeu Andy, com um leve sotaque canadense, e um sorriso acolhedor. Ele segurou as mãos de Joy com firmeza. — Você está deslumbrante, Joy. Wendy é uma garota de sorte.

Yours | SeulreneHistórias para pegar e não largar. Descubra agora