Seulgi chegou apressada à sala minutos depois, preocupada com a mensagem curta e direta de Irene:
"Yeri precisa de você. Parece sério."
Ela encontrou Irene de pé, ao lado da cadeira onde Yeri estava sentada com uma expressão visivelmente abatida.
— Ela está aqui. Vou deixá-las a sós. — Irene disse para Seulgi, sua voz controlada, enquanto lançava um último olhar para Yeri, que parecia satisfeita com o desenrolar dos acontecimentos.
Quando Irene saiu, o foco de Seulgi voltou-se completamente para Yeri. Ela se aproximou devagar, observando-a cuidadosamente.
— O que aconteceu?
Yeri suspirou, jogando-se em um aparente ato de vulnerabilidade.
— É só o estresse, Seulgi. Tudo está se acumulando, e eu senti que não conseguiria lidar sozinha.
Seulgi imediatamente se abaixou ao lado dela, segurando suas mãos com cuidado.
— Por que não me ligou diretamente? Você precisa descansar, Yeri. Isso não é bom para você ou para o bebê.
— Eu não quis te incomodar. Além disso, Irene estava aqui e... bem, acabou cuidando de mim até você chegar. — Yeri respondeu, apertando levemente as mãos de Seulgi enquanto olhava para ela com olhos que buscavam compaixão.
— Não seria incômodo algum, Yeri. Vamos, eu vou levá-la para casa. Você precisa descansar.
Irene permaneceu parada, observando a cena de longe através da porta entreaberta de seu escritório. Seus olhos fixos nas mãos de Seulgi tocando suavemente Yeri, com a delicadeza que sempre demonstrara. Ela sabia que Seulgi ainda se importava com Yeri de uma maneira que não era fácil de engolir.
Ela havia prometido a si mesma que não interferiria, que respeitaria os limites do passado, mas aquilo... Aquilo era demais. Irene sentiu uma pontada de ciúmes, afiada e dolorosa.
Seulgi, com o olhar cheio de preocupação, olhou para trás acenou para Irene.
Irene não respondeu de imediato, apenas observou Seulgi e Yeri saindo pela porta.
Com um suspiro profundo, Irene se afastou da porta.
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A última aula enfim chegava, e era matemática. Karina sentia a cabeça martelar enquanto encarava a lista de exercícios que a professora Bomi, conhecida por sua rigidez e semblante intimidador, entregara para a turma. Ela coçou a cabeça com o lápis, olhando para a equação à sua frente como se ela fosse um enigma indecifrável. Pensou em pedir ajuda para NingNing, mas ao lançar um olhar para a frente da sala, viu a amiga tão concentrada que não teve coragem de interromper.
Atrás de Karina, Giselle parecia mais interessada em observar as nuvens pela janela do que em resolver qualquer exercício. Karina suspirou, derrotada, e tomou uma decisão. Levantou-se e caminhou até a mesa da professora.
— Professora Bomi, será que posso tirar uma dúvida?
Bomi abaixou os óculos com uma expressão firme, mas atenta.
— Sim, claro. O que está difícil?
Karina quase disse "tudo", mas conteve-se e apontou para a folha.
— Estou com dificuldade nesta equação aqui.
Bomi recolocou os óculos e inclinou-se sobre o papel.
— Vejamos. — disse ela, explicando o raciocínio passo a passo, com uma voz lenta e metódica.
Karina tentava acompanhar, franzindo o cenho para não perder nenhum detalhe, mas sua atenção foi subitamente desviada quando sentiu um leve movimento de ar. Antes que pudesse reagir, um avião de papel atingiu a cabeça da professora.
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Yours | Seulrene
Fiksi PenggemarQuando Seulgi decide ficar em Seoul, Irene fica despedaçada, mas parte para a Europa, sozinha e grávida de Seulgi. Anos depois, Karina já está grande e plenamente decidida em saber quem é sua outra mãe. É por isso que ela vai atrás de Seulgi, e ela...
