As portas do pronto-socorro se abriram com violência, e os médicos surgiram correndo, empurrando a maca de Yeri pelos corredores frios e iluminados. O corpo dela parecia pequeno demais naquele mar de branco, e mesmo consciente, seu rosto estava pálido, os olhos semicerrados de dor.
— Cuidado com a cabeça, estabilizem a coluna! — gritou um dos enfermeiros, enquanto a equipe médica desaparecia com ela por entre as portas duplas.
Seulgi chegou logo atrás, o peito subindo e descendo rapidamente, como se o ar estivesse preso em sua garganta. As mãos tremiam sem que ela pudesse controlar. Ela se manteve parada por um instante, olhando em direção às portas fechadas, como se pudesse atravessá-las com o olhar.
Yonja veio logo atrás, descomposta. Seus passos eram apressados, mas trôpegos, e seus olhos estavam cheios de lágrimas.
— Minha filha! Onde está minha filha? — A voz dela ecoou pelos corredores, cortando o silêncio pesado do hospital.
Taeyeon segurou o braço da mãe com firmeza.
— Calma, mãe. — disse ela, com um tom baixo mas firme. — Eles estão cuidando dela. Não adianta se desesperar agora.
Winter apenas acompanhava as duas, o rosto branco como papel. Ela olhava tudo com olhos arregalados, assustada demais para falar.
Mais atrás, Irene, Wendy e Joy se aproximaram de Seulgi. Wendy lançou um rápido olhar de preocupação para Irene antes de se aproximar e tocar o ombro de Seulgi, tentando ancorá-la no meio daquela tempestade emocional.
— Seulgi… — disse Irene, baixinho, aproximando-se. — Eles vão fazer o melhor por ela. Agora você precisa respirar.
Seulgi virou o rosto para Irene, seus olhos tão perdidos que parecia que a qualquer momento ela desmoronaria ali mesmo. A mandíbula travada, as mãos cerradas ao lado do corpo. Ela respirou fundo, ou tentou, mas o ar parecia não chegar aos pulmões.
— Eu devia ter insistido… — murmurou Seulgi, a voz falha, como se falasse apenas para si mesma. — Eu devia ter tirado ela da rua...
— Não se culpe. — Irene interrompeu, delicadamente. — Ninguém poderia prever o que aconteceu. Você fez o que pôde.
Joy, ao lado delas, cruzou os braços com força, como se tentasse se proteger da tensão que pairava no ar.
— E agora? — perguntou Joy, num sussurro, olhando para a porta de onde Yeri havia desaparecido.
Seulgi não respondeu. Apenas continuou ali, estática, observando o vazio, enquanto o som de passos apressados e conversas abafadas enchia o corredor do hospital.
Yonja se aproximou a passos largos, o rosto contorcido pela angústia. Ela parou bem diante de Seulgi, ofegante, como se tivesse corrido o hospital inteiro para encontrá-la.
— Seulgi... — sua voz saiu trêmula, carregada de desespero — o que aconteceu? Pelo amor de Deus, me diga! Foi tudo tão rápido... Eu não entendi nada... Como foi isso?
Seulgi levantou o olhar devagar, os olhos enevoados, como se mal registrasse a presença de Yonja. A boca se abriu, mas nenhuma palavra saiu de imediato.
— Fala comigo! — Yonja insistiu, a voz subindo, descompensada. — Ela estava bem... vocês estavam juntas! Como é que termina assim?
Seulgi deu um passo para trás, acuada, os ombros tensos, o peito arfando.
— Mãe, calma. — Taeyeon se interpôs entre as duas, pousando uma mão firme no braço de Yonja. — Não é o momento de sufocar a Seulgi também. Ela tá tentando entender o que acabou de acontecer, igual a gente.
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Yours | Seulrene
FanficQuando Seulgi decide ficar em Seoul, Irene fica despedaçada, mas parte para a Europa, sozinha e grávida de Seulgi. Anos depois, Karina já está grande e plenamente decidida em saber quem é sua outra mãe. É por isso que ela vai atrás de Seulgi, e ela...
