23. Caminho cruzado.

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Tenham uma ótima leitura!

...

Às 7h50 em ponto, a campainha da casa de Irene soou. Ela caminhou até a porta, ajeitando o cabelo rapidamente, e abriu, deparando-se com Seulgi parada ali, impecável. Vestia uma camisa de alfaiataria branca enfiada dentro de uma calça social preta justa e um coturno de couro que dava um toque descontraído ao look formal. Nas mãos, carregava uma pequena caixa embrulhada em papel colorido.

— Bom dia, Seulgi... — Irene começou, arqueando uma sobrancelha enquanto a analisava. — Está bem preparada, pelo visto.

Seulgi abriu um sorriso largo. — Bom dia! Trouxe para Karina. — Ela levantou a caixa como se fosse um troféu.

— Um presente? — Irene cruzou os braços, inclinando levemente a cabeça.

— Pelo primeiro dia dela. É justo, não acha?

Irene soltou um suspiro leve, com um toque de impaciência. — Seulgi, está agindo como se Karina nunca tivesse pisado numa escola. Não se esqueça de que ela tem onze anos.

— Poxa, Irene, que mal tem em agradar nossa filha?

— O mal disso é você deixá-la mal acostumada. — Irene lançou-lhe um olhar firme, mas deu um passo para o lado, abrindo espaço na porta. — Agora entre para não acabar plantada na nossa porta.

Seulgi entrou com um sorriso no rosto, sempre descontraída, enquanto Irene fechava a porta atrás dela.

Na sala de jantar, Irene andou até a mesa e gesticulou para Seulgi a seguir. — Já tomou café da manhã?

— Comprei um cappuccino numa padaria. Saí ansiosa de casa, com medo de me atrasar.

— Nesse caso, aceite pelo menos uma fatia de bolo. Karina fez junto com a minha mãe ontem.

Seulgi ergueu as sobrancelhas, surpresa e encantada. — Ah, mas é claro. Minha filha também tem dotes culinários... Acho que puxou à mãe.

— Você está dizendo que ela puxou você? — Irene serviu a fatia de bolo enquanto sorria com ironia. — Bem, pelo menos ela vai aprender com a melhor.

Seulgi deu uma risada, pegando o prato das mãos de Irene. — Finalmente um reconhecimento à altura. Sempre soube que você era minha fã secreta.

— Só coma o bolo, Seulgi. — Irene revirou os olhos, mas havia um sorriso discreto em seus lábios.

Seulgi olhou para Irene enquanto levava o garfo à boca, com aquele mesmo olhar cheio de admiração. — Você é muito gentil, Rene.

Irene disfarçou, dando um sorriso leve enquanto desviava o olhar. — Vou chamar a Karina. Deve estar terminando de se arrumar.

Irene subiu as escadas com passos tranquilos. Quando estava prestes a abrir a porta do quarto de Karina, a própria menina já a escancarava, surgindo completamente pronta.

Karina usava uma jaqueta jeans oversized cheia de patches e uma calça cargo verde-oliva, combinada com um par de tênis brancos impecáveis. No pescoço, um colar minimalista e, na mochila, alguns chaveiros coloridos pendurados. Seu cabelo estava solto e bem arrumado, e ela exibia um sorriso de pura animação.

— Uau! — Irene exclamou, cruzando os braços enquanto a observava de cima a baixo. — Está pronta antes mesmo que eu te chamasse? Mas isso é um milagre!

Yours | SeulreneHistórias para pegar e não largar. Descubra agora