Irene permaneceu ali, imóvel, como se suas pernas tivessem se enraizado no chão. Seus olhos, incapazes de desviar, continuaram fixos em Seulgi, que ainda segurava Karina nos braços. A expressão no rosto de Seulgi era tão pura, tão cheia de paixão e ternura, que parecia irradiar em direção a Irene como um calor irresistível. E então, aconteceu: Seulgi ergueu o olhar e o prendeu no dela.
O sorriso que Seulgi lhe lançou era genuíno, quase ingênuo, como o de alguém que ainda acreditava em finais felizes. Era o tipo de sorriso que poderia desarmar qualquer coração. Mas não o de Irene. Não naquele momento. Seu rosto permaneceu inexpressivo, os lábios curvados para baixo em uma tristeza que ela não conseguia esconder. Não havia espaço para corresponder ao sorriso de Seulgi, nem mesmo com uma leve inclinação de cabeça.
Sem dizer uma palavra, sem sequer olhar para Yeri, Irene deu as costas, movendo-se com passos rápidos e decididos.
Seulgi franziu a testa, confusa, os braços ainda ao redor de Karina, enquanto observava Irene se afastar sem uma palavra.
Yeri, que tinha assistido a tudo à distância, levou o copo de suco aos lábios novamente, um sorriso discreto e quase imperceptível dançando em seu rosto. Seus olhos acompanharam Irene, num triunfo silencioso. Ela bebeu um gole longo, saboreando o momento.
Karina, ainda envolvida pelo abraço, afastou-se um pouco para olhar para Seulgi, os olhos brilhando de entusiasmo.
— Eu sabia que você ia vir! Sabia! — disse ela, quase pulando de alegria. — Você veio mesmo!
Seulgi riu suavemente, bagunçando de leve os cabelos de Karina com carinho.
— É claro que eu vim, pequena aniversariante. — Ela inclinou-se ligeiramente, olhando Karina com ternura. — Feliz aniversário, Karina. Onze anos... Isso é grande, hein? É o começo de uma nova fase. Você está se tornando uma garota incrível, sabia?
Karina abriu um sorriso largo, quase orgulhoso, e segurou as mãos de Seulgi.
— E sabe o que é mais incrível? Você estar aqui! Vem comigo, Seulgi! Vamos brincar nos brinquedos!
Seulgi hesitou por um instante, seu olhar desviando-se para os arredores. Ela procurou Irene, quase como se esperasse encontrá-la observando de longe, mas a presença dela era apenas um vazio na multidão. O desconforto passou rapidamente por seus olhos, mas Karina puxou sua mão, insistindo com energia.
— Vem logo! É o meu aniversário!
Seulgi voltou seu olhar para a menina e sorriu, afastando qualquer preocupação de sua mente por enquanto.
— Tudo bem, tudo bem. Vamos lá!
Karina, animada, segurou firme na mão de Seulgi e começou a guiá-la pelo meio dos convidados e em direção aos brinquedos.
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Karina e Seulgi estavam no carrossel, a menina rindo enquanto se segurava em um dos cavalos dourados. Assim que o brinquedo parou, Seulgi ajudou Karina a descer e a levou até uma barraquinha próxima, onde comprou um algodão doce.
— Aqui está, aniversariante. — Seulgi entregou o algodão doce com um sorriso.
Karina pegou o doce com entusiasmo, mas logo olhou para Seulgi, seu olhar curioso.
— Você e minha mãe já estão de bem?
Seulgi hesitou por um segundo, mas logo sorriu. — Sim… nós conversamos depois daquela noite no restaurante.
O rosto de Karina se iluminou, e ela deu uma mordida no algodão doce.
— Eu fico muito feliz! Eu gosto quando você e minha mãe estão de bem.
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Yours | Seulrene
Hayran KurguQuando Seulgi decide ficar em Seoul, Irene fica despedaçada, mas parte para a Europa, sozinha e grávida de Seulgi. Anos depois, Karina já está grande e plenamente decidida em saber quem é sua outra mãe. É por isso que ela vai atrás de Seulgi, e ela...
