29. A promessa.

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Irene organizava algumas pastas sobre a mesa da galeria, assinando documentos e checando números no computador, quando a porta se abriu. Um entregador entrou com um buquê de violetas nos braços.p

— Com licença, a senhora Bae Irene? — perguntou o rapaz, segurando o arranjo com cuidado.

— Sou eu. — Irene ergueu os olhos, surpresa.

— Estas flores são para a senhora. — Ele entregou o buquê.

Irene aceitou as flores, sentindo o perfume suave das violetas. Olhou o cartão preso a uma das hastes e viu o remetente: Suho.

— Obrigada. — Ela sorriu, ainda surpresa, e o entregador se retirou.

Logo depois, Yeri entrou na galeria e parou ao ver Irene com o buquê.

— Uau! Flores lindas, hein?

Irene lançou um olhar irônico para a colega.

— Você viu? São perfeitas! — disse, virando-se para o escritório com as flores nos braços. Antes de entrar, voltou-se para Yeri. — Oh, você quer conferir o bilhete para ter certeza de que são para mim dessa vez?

Yeri viu a acidez no comentário, mas manteve a expressão neutra.

— Aproveite o gesto, Irene. — Pegou o celular e se afastou para atender uma ligação.

Irene deu de ombros e foi até o escritório. Colocou as flores em um vaso com água e voltou a ler o cartão, o sorriso discreto no rosto. O telefone tocou e ela atendeu.

— Seulgi?

— Oi, Irene. Como vai?

— Vou muito bem, obrigada por perguntar. E você? — Irene ajeitou uma flor no vaso.

— Ah, que bom. Eu... eu estou bem também.

— Hm, e qual o motivo da ligação?

— Só gostaria de te avisar que hoje irei sair com Karina.

— Oh, ótimo. Eu também vou sair, então vai ser bom se ela tiver sua companhia.

Houve uma pausa breve do outro lado da linha.

— Vai sair? Com quem? — perguntou Seulgi, rápido demais.

Irene notou a pergunta e demorou um segundo para responder. Antes que o fizesse, Seulgi se apressou:

— Quero dizer... me desculpe, não quero parecer invasiva.

— Não se preocupe. Não vou fugir da cidade e deixar Karina sob sua tutela. — Irene riu.

Seulgi acompanhou a risada. — Uau, você está bem-humorada, Rene.

— Tem sido dias estressantes. Só estou tentando abstrair um pouco.

— Está certa em fazer isso. Bom, seja lá o que você for fazer e com quem, espero que se divirta.

— Obrigada, Seul.

Desligaram. Irene ficou olhando as violetas, o sorriso no rosto ainda presente, mas agora acompanhado de uma pontada no peito. Leu novamente o cartão assinado por Suho, desejando, no fundo, que fosse Seulgi quem tivesse enviado as flores.

-

Irene estava no quarto, ajustando os brincos de prata diante do espelho. O cabelo solto caía em ondas suaves pelos ombros, e o vestido preto de alças finas realçava suas curvas com um toque elegante. O decote moderado, mas ousado o suficiente para atrair olhares, destacava sua pele clara. Ela fechou a caixa de joias sobre a penteadeira quando ouviu passos no corredor.

Yours | SeulreneHistórias para pegar e não largar. Descubra agora