Irene organizava algumas pastas sobre a mesa da galeria, assinando documentos e checando números no computador, quando a porta se abriu. Um entregador entrou com um buquê de violetas nos braços.p
— Com licença, a senhora Bae Irene? — perguntou o rapaz, segurando o arranjo com cuidado.
— Sou eu. — Irene ergueu os olhos, surpresa.
— Estas flores são para a senhora. — Ele entregou o buquê.
Irene aceitou as flores, sentindo o perfume suave das violetas. Olhou o cartão preso a uma das hastes e viu o remetente: Suho.
— Obrigada. — Ela sorriu, ainda surpresa, e o entregador se retirou.
Logo depois, Yeri entrou na galeria e parou ao ver Irene com o buquê.
— Uau! Flores lindas, hein?
Irene lançou um olhar irônico para a colega.
— Você viu? São perfeitas! — disse, virando-se para o escritório com as flores nos braços. Antes de entrar, voltou-se para Yeri. — Oh, você quer conferir o bilhete para ter certeza de que são para mim dessa vez?
Yeri viu a acidez no comentário, mas manteve a expressão neutra.
— Aproveite o gesto, Irene. — Pegou o celular e se afastou para atender uma ligação.
Irene deu de ombros e foi até o escritório. Colocou as flores em um vaso com água e voltou a ler o cartão, o sorriso discreto no rosto. O telefone tocou e ela atendeu.
— Seulgi?
— Oi, Irene. Como vai?
— Vou muito bem, obrigada por perguntar. E você? — Irene ajeitou uma flor no vaso.
— Ah, que bom. Eu... eu estou bem também.
— Hm, e qual o motivo da ligação?
— Só gostaria de te avisar que hoje irei sair com Karina.
— Oh, ótimo. Eu também vou sair, então vai ser bom se ela tiver sua companhia.
Houve uma pausa breve do outro lado da linha.
— Vai sair? Com quem? — perguntou Seulgi, rápido demais.
Irene notou a pergunta e demorou um segundo para responder. Antes que o fizesse, Seulgi se apressou:
— Quero dizer... me desculpe, não quero parecer invasiva.
— Não se preocupe. Não vou fugir da cidade e deixar Karina sob sua tutela. — Irene riu.
Seulgi acompanhou a risada. — Uau, você está bem-humorada, Rene.
— Tem sido dias estressantes. Só estou tentando abstrair um pouco.
— Está certa em fazer isso. Bom, seja lá o que você for fazer e com quem, espero que se divirta.
— Obrigada, Seul.
Desligaram. Irene ficou olhando as violetas, o sorriso no rosto ainda presente, mas agora acompanhado de uma pontada no peito. Leu novamente o cartão assinado por Suho, desejando, no fundo, que fosse Seulgi quem tivesse enviado as flores.
-
Irene estava no quarto, ajustando os brincos de prata diante do espelho. O cabelo solto caía em ondas suaves pelos ombros, e o vestido preto de alças finas realçava suas curvas com um toque elegante. O decote moderado, mas ousado o suficiente para atrair olhares, destacava sua pele clara. Ela fechou a caixa de joias sobre a penteadeira quando ouviu passos no corredor.
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Yours | Seulrene
FanfictionQuando Seulgi decide ficar em Seoul, Irene fica despedaçada, mas parte para a Europa, sozinha e grávida de Seulgi. Anos depois, Karina já está grande e plenamente decidida em saber quem é sua outra mãe. É por isso que ela vai atrás de Seulgi, e ela...
