atenção: esse capítulo pode ser considerado sensível para algumas pessoas, já que contém cenas de racismo e xenofobia!
onde começa a temporada do vôlei
HECTOR FORT
O ginásio estava quase lotado. Tinha gente pra todo lado, animadas com o começo da temporada do vôlei feminino do Barcelona.
Hoje Flora iria jogar o seu primeiro jogo oficial, e seria contra as meninas do Mallorca. Quando a encontrei aqui hoje, já que veio com a mãe e o irmão, ela estava confiante, mas ao mesmo tempo, inquieta.
O jogo começaria em 5 minutos e os times estavam reunidos cada um em seus bancos, as treinadoras dando instruções e palavras de apoio. Correção, Lucia estava fazendo isso, a do Mallorca estava gritando igual doida.
Alguns meninos do time também estavam por aqui, Gavi, por causa de Sarah, que conseguiu ficar na reserva mesmo tendo mínimas possibilidades de jogar, por causa da lesão. Vega e Marc, obviamente, Pedri, Cubarsí, Yamal, Fermín também vieram, o último trouxe Berta junto, a namorada.
Ela era bem legal e gente boa.
Vi Lúcia puxar um "grito de guerra" e as meninas titulares se encaminharam para a quadra. Observei minha (linda) namorada, vestia a mesma blusa que eu, a 39 com "Flora Ortiz" escrito, o shorts azul com o número na coxa, meião também azul, joelheiras pretas e o tênis de basquete multi-colorido. Vega quando chegou viu que ela estava só com um rabo de cavalo baixo, e a obrigou a fazer um rabo de cavalo mais alto e depois trançou ele.
Vega sendo Vega. Se ela não tivesse o sonho da medicina eu apostava que faria moda.
Eu, meus amigos, a mãe de Flora e Victor estávamos todos apoiados na grade que separava a quadra das arquibancadas.
A capitã substituta de Sarah, Ayli, foi até o juíz com a capitã do outro time e tirou na moeda quem começaria sacando. Nós começaríamos, e automaticamente, minha namorada como levantadora, que faria o primeiro saque.
— VAI FLORA! — gritávamos e a torcida gritava junto — ACE! ACE! — batemos palmas quando a ela pegou a bola e saiu da quadra para sacar.
Nossa senhora, eu realmente não acreditava nisso, mas ela conseguia ficar mais bonita e gostosa jogando. Principalmente sacando e fazendo o ace.
[...]
Tinha algo muito estranho acontecendo.
O jogo estava 1x0 para a gente. O primeiro set acabou agora e as meninas se reuniram no banco abaixo da gente.
O estranho não é sobre isso. É sobre Flor estar super irritada.
Na verdade, o que aconteceu foi o seguinte: na rotação, Flora chegou na rede, e enquanto esperavam o saque, uma menina da equipe adversária chegou mais perto dela e falou algo em seu ouvido. Desde então minha namorada fechou a cara, e não foi só aquela vez que a garota falou algo, ela continuou falando toda vez que se encontravam na rede.
E era perceptível que não era apenas com ela que estavam mexendo, eram com todas.
Porém, nem por isso Flor estava jogando mal, para ser sincero, ela jogava melhor ainda, movida por raiva, e se ela fosse uma ponteira ou oposta tenho certeza de que já teria atacado a bola na cara da menina.
Todos aqui perceberam a irritação, e quando as meninas se aproximaram do banco tentamos ouvir algo. Como um bando de velhas fofocando da vizinhança.
— O jogo está ótimo, meninas, é só não perder o ritmo e já está ganho! — elogiou Lúcia — Ayli, cobre mais o fundo, Flora tem que ficar subindo o tempo inteiro — apontou para a menina negra de tranças que assentiu enquanto bebia água — Greta, cuidado com os ataques, coloca a bola no chão! — apontou para uma loira cacheada que também assentiu — e Flora — chamou a morena com a mão e as outras meninas perceberam que o assunto era mais particular, então se afastaram — que merda a Menezes tá falando pra você ali? — apontou para a rede.
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¡PERFECT! Hector Fort
Fanfictiononde Flora se muda por causa do divórcio dos seus pais ou onde Hector, jogador do Barcelona, está treinando na academia e encotra a nova aluna da escola
