FLORA MARTINS ORTIZ
— Flora, querida, está com frio? — Paula me pergunta depois de uma brisa gelada passar por nós e eu cobrir minhas mãos com a manga do casaco.
— Tá tudo bem, sogrinha! É só o vento — sorri a tranquilizando.
Era 12 de janeiro e o Barcelona jogaria um El Classico pela final da Supercopa da Espanha.
Todos os meninos estavam com os nervos a flor da pele, alguns até conseguiam disfarçar a ansiedade, mas eu sabia que em uma final dessas o medo de decepcionar a todos era grande.
Hector não tinha esperanças de que jogaria, já que Hansi Flick, desde que chegou para ser treinador do time, não o fez entrar em campo muitas vezes.
Porém, eu sentia que hoje ele teria uma chance, mesmo que fosse por pouco tempo.
Eu me encontrava junto com Paula, Ricardo e Marisol, e acabamos encontrando a família Cubarsí também.
No dia anterior, enquanto os garotos treinavam, os familiares presentes se reuniram para passear pela cidade de Jidá, na Arábia Saudita, que seria onde ocorreria o jogo. Eu e Mari fomos junto, e até comprei um presente para Hector, que estava muito nervoso na noite anterior.
Marisol até comprou um para Cuba também, mas ela estava muito envergonhada em entregá-lo mais tarde. Porém eu sei que ela o faria mesmo assim.
O meu presente era uma pulseira de prata, tinha detalhes bem bonitos e enfeitados e eu, sinceramente, acho que ele vai gostar.
O início do jogo é anunciado. Vejo os titulares de ambos os time entrarem em campo com crianças, e se posicionarem lado a lado com os árbitros entre os times. Marisol e a família Cubarsí iam a loucura por Pau estar entre os jogadores.
Depois de apresentações e os jogadores se posicionarem, a partida se iniciou. Os jogo estava intenso, me sentia tremer a todo momento de ansiedade.
Infelizmente, Mbappé conseguiu marcar o primeiro gol do Real Madrid aos cinco minutos. O Barça, mesmo assim, parecia determinado em correr atrás do prejuízo, até porque era apenas o início.
Passaram-se os minutos, e cada vez que um dos times se aproximava da área meu coração parecia que sairia pela minha boca. Aos 22 minutos Yamal consegue marcar o primeiro para o Barça, a torcida do nosso lado vai a loucura, pelo calor do momento abraço meu sogro enquanto pulamos juntos.
A emoção foi tanta que, mesmo com a brisa um pouco gelada passando por nós, senti calor da adrenalina, então tirei meu casaco, revelando os número 32 e o nome do meu namorado nas costas da minha camisa.
O jogo seguiu, cada vez mais arriscado e acirrado, porém, era perceptível que o Real não estava dos mais organizados.
E isso foi comprovado quando, aos 36 minutos, foi marcado um pênalti ao nosso favor. E, com Lewa indo chutar, o nosso segundo gol saiu.
Depois disso, não parou mais, choveu gol. Aos 39 o Raphinha marcou o terceiro e nos acréscimos do primeiro tempo Balde fez mais um.
O intervalo veio e a torcida estava uma loucura. Cantávamos o hino do clube a todo momento, e com certeza era uma das melhores partidas que eu já havia assistido. Me emocionei um pouco ao lembrar de como vovô amava esse clube.
Mandei uma foto para Mamãe, Carlos e Victor, que assistiam tudo de casa.
O segundo tempo não demorou para iniciar, e logo de início Raphinha fez o seu segundo e quinto para o Barça. O jogo se seguiu com a emoção ainda a todo vapor. Porém, a alegria durou pouco, pois nosso goleiro, o Szczęsny, levou um cartão vermelho, e consequentemente, foi expulso do jogo.
VOCÊ ESTÁ LENDO
¡PERFECT! Hector Fort
Fanfictiononde Flora se muda por causa do divórcio dos seus pais ou onde Hector, jogador do Barcelona, está treinando na academia e encotra a nova aluna da escola
