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onde ela vai embora

FLORA MARTINS ORTIZ

Acho que vou colapsar. A ansiedade tá correndo nas minhas veias e eu não consigo me acalmar.

Hoje era aniversário do meu irmão e faríamos uma festa. O buffet já estava reservado a meses e Victor não parava de falar disso.

Eu, sinceramente, fico emocionada em ver meu irmão crescendo. Ele já vai fazer cinco anos e me lembro como se fosse ontem de segurar ele pela primeira vez depois que mamãe saiu da maternidade.

Também me lembro de quando ficávamos encolhidos no meu quarto quando papai e mamãe brigavam. Ele foi meu porto seguro e eu fui o dele.

O tema da festa era Homem-Aranha, sem querer me gabar mas fui eu que fiz ele assistir pela primeira vez. E hoje em dia ele é fissurado no amigo da vizinhança.

Eu, mamãe, Vic, Carlos e Marisol estávamos no buffet. Desde o dia em que conheci Mari e seu pai, ficamos cada vez mais próximas, ela passou a frequentar minha casa e eu passei a frequentar a dela. Sempre falávamos sobre nossos pais e como eles pareciam tão felizes juntos.

Também descobri que só Cubarsí a chamava de Sol, o resto do mundo a conhecia como Mari. O que eu achei muito fofo, me lembrou de quando Hector me chamou de Flor pela primeira vez.

Mas, voltando ao meu colapso, hoje seria o dia em que meu pai conheceria o Carlos. E eu tinha muito medo da reação dele, eu não queria que ele começasse a gritar no meio da festa do meu irmão com um monte de crianças em volta. Não seria legal.

E também o reencontro de Paula e Ricardo com papai. Uns dias atrás fui dormir na casa de Hec e jantei com os dois. Eles já estavam sabendo da volta dele e pareciam chateados e com muita raiva das atitudes.

— Os primeiros convidados chegaram — a mulher que cuidou de toda a organização da festa e do buffet chega até minha mãe ao meu lado e a avisa.

Não demora muito e vejo meu namorado e meus sogros aparecerem no salão.

— Hectol! — meu irmão berro saindo em disparada na direção do moreno que o pegou no colo.

— Jogador! — exclamou animado e fui até eles — feliz aniversário! — deixou um beijo na bochecha dele — quantos anos você tá fazendo?

Já falei que eu derreto toda vez com esses dois? Porque eu derreto.

Victor pensou e pensou até que abriu uma mão inteira. Hector abriu a boca em choque.

— Uma mão completa? Já? — meu irmão assentiu com um sorrisinho — tá ficando velho! — soltei uma risadinha com a cara orgulhosa do menor, como se ficar velho fosse a melhor coisa do mundo.

Eu daria tudo pra ter 17 anos pra sempre. Ou quem sabe voltar aos 7 anos.

— O que tem aí? — apontou sugestivo para a embalagem de presente que meu namorado segurava.

Vi minha mãe, Carlos e Marisol cumprimentando Paula e Ricardo e observando os dois. Fui até eles e os cumprimentei também.

— Não sei se você pode abrir agora, Vitinho — fez uma careta e Victor olhou para minha mãe com olhos pidões, o que a fez não resistir e deixar ele abrir o presente.

Hector o devolveu no chão enquanto deixava a caixa enorme de presente na sua frente. Depois chegou mais perto de mim e nos abraçamos.

— Oi, amor — falei sorrindo boba e deixando um selinho nos seus lábios.

— Oi, princesa — devolveu o sorriso e se aproximou da minha orelha — você tá maravilhosa.

Corei fortemente enquanto lhe dava um sorriso agradecido e arrumava sua corrente de prata no pescoço.

¡PERFECT! Hector FortHistórias para pegar e não largar. Descubra agora