onde ele põe a inicial dela no cabelo
FLORA MARTINS ORTIZ
Já era Abril. Oficialmente quatro meses morando na Espanha. E eu não poderia estar mais feliz.
Eu tinha muitos amigos, eu tinha um namorado (reforço: um namorado!), um time maravilhoso, momentos incríveis com a minha mãe e com meu irmão.
E o melhor de tudo, nunca vi minha mãe tão saudável. Eu sabia que o divórcio havia feito bem a ela, e era isso que eu queria, que ela fosse feliz e vivesse a vida com leveza.
Porém, nem tudo são flores, e ter um namorado significa que ele está te irritando em um domingo qualquer à uma hora.
— Fica quieto, criatura! — mando quando ele me cutuca pelo que parece ser a milésima vez.
— Por favor — choraminga e tento muito não rir — vamos fazer um bolo, amor — pede de novo.
— Tô com preguiça — reclamo me espreguiçando na sua cama.
Ele me chamou aqui ontem à tarde, quando voltou do aeroporto depois de deixar os pais lá. Eles viajaram de novo e, surpresa, minha mãe foi junto e levou Victor também. Iam ficar viajando durante uma semana inteira, então resolvi dormir na casa de Hec durante todas essas noites.
E aí fizemos uma noite de filmes, montamos mais um lego de flores e saímos de pijama na moto dele pra passar no drive do McDonalds.
Agora são 16:00 da tarde, acabamos de acordar de uma soneca da tarde, eu tô morrendo de preguiça por causa da semana cheia de jogos (contra times mais saudáveis e simpáticos) e treinos, e tenho um garoto que resolvi beijar uma noite qualquer me cutucando.
— Eu te levo até lá embaixo — oferece e me viro de volta pra ele, me virei de costas antes pra ver se conseguia dormir de novo, mas não adiantou nada.
— Vamos só ficar aqui, tá confortável — agarro ele com meus braços e pernas o tentando fazer parar quieto.
Advinha? Não funcionou.
— A gente faz um bolo azul e aí assiste Percy Jackson — chantageia e me afasto chocada. A criança só sorri sabendo que venceu e começa a se levantar da cama.
— Você é muito cruel — acuso, mas lá no fundo fico mais animada pra fazer essa porcaria de bolo.
— Cruel não, amor, inteligente — sorriu satisfeito consigo mesmo e deu a volta na cama, parando no meu lado — vai levantar com suas próprias pernas ou vai usufruir do colo do seu lindo namorado? — pairou em cima de mim.
— Que pergunta mais besta — reviro os olhos sorrindo e novamente o agarro com os braços e as pernas, deixei um selinho nos seus lábios e ele levanta o troco comigo no colo.
Sinto suas mãos em baixo da minha bunda e o olho com as sobrancelhas arqueadas. O safado só ri.
— O que? É isso ou você cai no chão! — mentiu na maior cara de pau e nego com a cabeça rindo e aperto mais meus braços em volta do seu pescoço.
A gente chega na sala e vê Barça e Tulipa dormindo no sofá, ambas tortas e super relaxadas.
Ele me deixa no balcão da cozinha e pega o celular.
— Vai fazer o que? — pergunto confusa o vendo abrir a câmera.
— Gravar — da de ombros e apoia o celular em um dos utensílios ali em cima.
— Vai virar blogueiro — brinquei rindo e puxando ele de volta pra mim.
Talvez eu esteja carente. Só talvez, nada demais.
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¡PERFECT! Hector Fort
Fanfictiononde Flora se muda por causa do divórcio dos seus pais ou onde Hector, jogador do Barcelona, está treinando na academia e encotra a nova aluna da escola
