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onde eles gravam o Exploding Balloons

FLORA MARTINS ORTIZ

Maio foi um mês corrido, quando menos percebi era dia 26 e eu estava indo com Hector e os pais dele assinar a renovação dele com o clube até 2026.

A última partida que ele jogou foi nesse mês dia 16, e ele foi incrível. Fez uma assistência espetacular e teve participação importante no outro gol. Simplesmente perfeito.

O pessoal da equipe técnica ficou tão impressionado com o desempenho que ele vem fazendo nessa temporada, mesmo com poucos minutos jogados, que a renovação do contrato foi inevitável.

Eu estou muito feliz e orgulhosa dele. É uma sensação maravilhosa o ver crescer e ganhar espaço no time.

Uns dias a atrás, depois que o avisaram que iriam renovar com ele, e por ter crescido em LaMasia, Hector teve que fazer um vídeo contando sua história e o apoio da família. E fiquei emocionada quando ele me chamou pra fazer parte do vídeo também.

Era algo grande e muito importante na vida dele. E eu estava ali, fazendo parte disso tudo.

Observei meu namorado terminar de assinar o contrato e apertar a mão do presidente do clube, Laporta.

Hector estava extremamente lindo. Vestia uma camisa social e um terno preto. O cabelo cacheado que ele me deixou (finalmente) finalizar pra ele, e os pontos de luz nas orelhas. Lindo de morrer.

Eu estava toda de preto também, com uma saia e uma blusa comportada e calçando sandálias com um pequeno salto.

Os dois tiraram uma foto apertando as mãos e depois se levantaram. Entregaram uma camisa para Hec com seu nome e o 2026 nas costas. Mais uma foto.

Ana e Ricardo foram chamados para tirar a foto com eles também e fiquei observando tudo com um sorriso feliz e orgulhoso. Hector me chamou com a mão e até pensei em negar por vergonha de não ter sido chamada realmente, mas era um momento tão importante pra ele que eu não poderia fazer isso.

Me levantei ajeitando a saia e fui até eles, eu iria ficar canto da foto, ao lado de Ricardo, mas meu namorado estendeu a mão pra mim e me puxou pra ficar ao seu lado. Sorriu pra mim e depois se virou para a foto.

Depois que tudo isso acabou, fomos para a casa dele, hoje o Raphinha faria mais um churrasco, na verdade desde o primeiro em que eu fui ele tinha feito um quase todo mês. Era sempre algo na piscina, as vezes jogávamos algum jogo, dançávamos e (tentávamos) cantar músicas brasileiras. Era super legal.

— Deitou por quê? — perguntei confusa ao ver ele se jogando na própria cama, o churrasco começava daqui a 20 minutos e esse era quase o tempo que levaríamos pra sair de casa — tem o almoço na casa do Raphinha hoje, lembra?

— Já a gente vai, deita aqui — deu batidinhas no colchão ao seu lado e retirei meus saltos antes de me jogar — tô chateado.

— Como é que é? — perguntei em choque e me apoiando nos cotovelos para olhar o rosto dele — você acabou de renovar com o time, seu doido, tava saltitando igual cabrito hoje cedo, de tanta felicidade — o lembrei e ele riu alto.

— Eu sei, só que mudaram meu número na camisa — senti ele colocar a mão na minha lombar — a gente não vai mais usar o mesmo número — fez um bico triste e eu ri do quão fofo ele ficava assim.

— E você queria que tivéssemos o mesmo número? — perguntei só pra confirmar e ele assentiu ainda com o bico — mas, amor, um número igual ou diferente não vai mudar algo entre a gente, não tem problema.

¡PERFECT! Hector FortHistórias para pegar e não largar. Descubra agora