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onde eles estão na Itália pt. 1

HECTOR FORT

— Senhores passageiros, retornem seus assentos na posição vertical, apertem os cintos, iremos pousar em 15 minutos. Obrigado.

A voz da aeromoça soa nos meu ouvidos e olho pela janela que está a um banco de distância de mim, vendo que já estamos sobrevoando Roma, na Itália.

Volto o olhar para meu colo e vejo os cabelos cacheados/ondulados morenos espalhados sobre ele, e o rosto de uma Flora adormecida a quase 2 horas.

Ela simplesmente sentou no avião, decolou com sua mão quase quebrando meus dedos, mas com os olhos sempre brilhando olhando pela janela, encostou a cabeça no meu ombro e dormiu.

Durante a espera pelo voo eu perguntei porque parecia que ela não tinha dormido a noite, eu deixei ela em casa um pouquinho depois das 01:00 e nossa turma só se encontraria no aeroporto às 10:30. Era tempo suficiente para aparecer com uma cara um pouco saudável. Mas pelas olheiras nos olhos ela não tinha dormido nem 5 horas.

Flora me contou que estava tão ansiosa pra ir que não conseguiu se desligar. Então ficou fazendo crochê e assistindo série. E nem assim dormiu.

Ela quase capotou na sala do portão de embarque, e na fila para despachar as malas, se não fosse por mim, Vega e Marc ela teria caído no chão de tanto sono. Eu comprei um café para ela, só que não adiantou muita coisa, ela realmente precisava dormir.

Eu decido acorda-la para ela ver a cidade e o pouso, mas também porque ela tá sem o cinto.

— Princesa — chamo, fazendo um carinho do seu cabelo e no seu rosto, ela nem se mexe — linda, estamos chegando, você tem que acordar — chacoalho bem fraco seu ombro e a ouço resmungar alguma coisa.

Aos poucos, ela vai abrindo os olhos, me possibilitando ver os castanhos claros deles. Flora parece raciocinar onde está e assim que ela olha para mim sorrio.

— Chegamos? — sussurra pronta para fechar os olhos de novo.

— Não dorme não, Flor, você precisa sentar e colocar o cinto, já vamos pousar — continuo com o carinho no seu cabelo e agora faço no seu braço também — se você olhar na janela vai conseguir ver a cidade já — aviso e agora ela abre os olhos, quase que totalmente desperta e só não levanta tão rápido quanto gostaria por seu corpo estar grogue de ficar na mesma posição por 2 horas.

Observo ela ficar entretida olhando para a janela, com seus olhinhos brilhando de ansiedade para visitar cada cantinho de Roma. Aproveito sua distração e aperto o cinto dela, porque tenho quase certeza de que já se esqueceu disso.

— Olha o Coliseu ali — aponta animada para o vidro da janela e apoio meu queixo no seu ombro tentando ver para onde aponta — ta pequenininho — ri meio abobada e sei que é o excesso de animação e ansiedade.

Rio, só pensando em como Flora é fofa, linda e boa em todos os aspectos dela. Ela consegue ficar muito feliz com qualquer coisa simples. Uma flor, um carinho, um beijinho, e se pedir pra ela qualquer coisa, ela dá um jeito de conseguir aquilo, mesmo que a pessoa não mereça, só para agradar todo mundo.

É fofo. E ao mesmo tempo perigoso, pelo simples fato de que isso a deixa mais sensível. Então quando aconteceu a coisa toda com seu time, ela ainda tentava agrada-las, se sentiu culpada por uma coisa que ela não chegava nem perto de ter culpa e mesmo assim, quando algumas das meninas foram pedir desculpas a ela depois, Flora abriu um sorriso muito sincero e perdoou todas, e ainda se desculpou caso ela tenha magoado elas de alguma forma.

¡PERFECT! Hector FortHistórias para pegar e não largar. Descubra agora