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onde tem um pedido para o baile

FLORA MARTINS ORTIZ

Eu estava me arrumando pra ir ver o jogo do Barcelona. Vega estava comigo e ela tirou a carteira semana passada, e seus pais resolveram a presentear com um carro. Ela tava extremamente feliz, sério, pulando de um lado pro outro.

Coloquei a camisa que Hector tinha me dado no primeiro jogo que assisti depois que nos conhecemos e ele não me deixou devolvê-la, disse pra usar toda vez que ele tiver jogo.

Vesti também uma calça jeans cintura baixa e um Adidas Campus. Me entupi de acessórios e peguei a minha bolsa. Vega já estava pronta quando chegou aqui, então não demoramos muito pra sair. O jogo começava em 30 minutos.

Melhor coisa quando sua amiga consegue a carteira de motorista: cantamos/berramos as músicas sem medo algum.

A gente chegou na frente do estádio, mas só conseguimos estacionar 10 minutos depois e a dois quarteirões de distância. Tirei uma foto de nós duas quando sentamos nos nossos lugares reservados e mandei pra Hector avisando que já tínhamos chegado, como havíamos combinado antes.

Ele enviou uma selfie dele e de Marc também, e só mandei uma figurinha engraçada. Ele tava lindo de morrer em uma simples selfie, como pode?

Sarah chegou logo depois da gente, nós três sempre preferimos ficar no meio da galera, então nossos lugares eram os primeiros depois da grade que separava o campo e as arquibancadas. E consequentemente, ficávamos longe das outras namoradas de jogadores e das famílias. Não que isso fosse bom, porque todas elas parecem ser muito gentis, além de serem lindas.

O clima tava incrível, os torcedores cantavam os hinos tradicionais do clube, havia bandeiras sendo balançadas em todos os lados. E eu me lembrei do meu avô, em como ele amava todo esse clima e amava esse time. Sinto muitas saudades dele.

Foi uns 15 minutos até o árbitro finalmente apitar a partida. Esse jogo de hoje poderia disparar o Barcelona na frente da LaLiga, então de certa forma era bem importante.

O jogo começou e as coisas pareciam estar indo bem. A posse maior parte das vezes estava com o Barcelona, mas em algum momento ela foi parar no pé de um do Athletico de Madrid, eles tentaram um gol e foi pra fora. Depois eles tentaram mais, porém todos eles erraram, tipo, Ter Stegen nem tinha que se mexer praticamente, ou ia pro lado, ou ia pra cima. A mira deles estava horrível.

Até que em um momento, a bola chegou nos pés de Hector, todo mundo achou que ia sair pela velocidade que estava, mas ele conseguiu segurar e passou para Gündogan, que chegou até Lewandowski perto do gol e João Félix finalizou com o primeiro gol do Barça.

Ai tudo virou loucura. Eu e as meninas pulávamos e nos batíamos igual doidas e a torcida gritava a todo vapor. O time em campo foi até perto de onde estávamos pra comemorar o gol, eles se abraçavam e sorriam. Senti uma pontada de orgulho em mim ao perceber que meu namorado (já falei que nunca vou me acostumar com isso?) salvou a bola e por isso eles fizeram o gol. Meu Deus, eu tô chorando?

— Amiga, olha lá, olha lá! — Vega berrou apontando ainda pros meninos que começavam a voltar para suas posições dando tapinhas nas costas um do outro.

Olhei com mais atenção, e vi Hector ainda olhando pra trás e quando nossos olhares se encontraram, nós dois sorriamos extremamente felizes, e ele piscou um olho pra mim e resolvi mandar um beijo no ar.

— Vocês são tão lindos — Sarah choramingou e me abraçou de lado — vocês fazem o meloso parecer fofo, adoro isso.

Eu estava entorpecida demais uma mistura de adrenalina, orgulho e alegria então apenas a abracei de volta ainda sorrindo boba.

¡PERFECT! Hector FortHistórias para pegar e não largar. Descubra agora