PRAN
Acordo com som do celular e tento alcança-lo para desligar o alarme, mas não consigo, levo alguns segundos para acordar realmente e me lembrar onde estou, ou melhor, nos braços de quem estou. O alarme continua tocando, então eu seguro a mão do Pat e afasto devagar.
— Hmmm... Fica aqui, professor...
Pela sua voz arrastada sei que ele está dormindo, mesmo assim ele me prende no seu abraço e se aproxima mais, o seu rosto fica tão perto do meu pescoço que sinto a sua respiração fazendo cócegas e me encolho. O alarme começa a tocar novamente, mas dessa vez eu consigo alcançar o celular, sinto o Pat se movendo e me soltando, então viro para ficar de frente pra ele.
Não consigo acreditar que nós chegamos aqui, sempre achei que o Pat era só impulsivo e curioso, mas nunca acreditei que ele teria coragem de ir até o fim, mas aconteceu e foi incrível, apesar dele estar nervoso.
Levanto a mão lentamente e afasto o cabelo que está caindo no seu rosto, tento arrumar do melhor forma possível para não cair mais. Sempre fico impressionado com a beleza do Pat, é algo singular, bruto e delicado ao mesmo tempo, é o rosto de alguém que teve uma vida dura, mas continua vendo beleza nas coisas.
— Hmmm... Isso é gostoso...
Me assusto parando com a mão no ar esperando ele abrir os olhos.
— Não para... Estava gostoso mesmo.
Aproveito que ele está acordado e passo os dedos pelo seu cabelo penteando para trás, o Pat responde com um gemido baixo, ele é muito fofo as vezes. Afasto a minha mão e fico observando, ele parece preso entre o mundo dos sonhos e o mundo real. Queria saber como está se sentindo, como foi pra ele...
Ficamos assim por vários minutos, o Pat meio acordado, mas ainda de olhos fechados e eu observando cada detalhe, cada expressão e guardando na minha memória quero lembrar desse momento, não pelo que fizemos, mas por parecer tão certo, tão perfeito, que eu não mudaria nada. Apenas isso, observar ele dormindo e acordando, parecendo tranquilo e feliz, satisfeito, é perfeito!
O Pat finalmente abre os olhos e sorri me fazendo perder o fôlego.
— Bom dia, professor...
— Bom dia! Você sabe que não precisa me chamar de professor quando estamos sozinhos, não e?
— Sei, mas eu gosto. — Ele se arrasta na minha direção abraçando a minha cintura, então fala com uma voz meio rouca, por ter acabado de acordar, mas ainda assim sensual. — Você não gosta... Professor?
Um arrepio se espalha pelo meu corpo a partir das minhas nuca, anos trabalhando como professor e nunca essa palavra teve esse efeito sobre mim, mas não é a palavra, é o Pat, tudo nele me encanta, atrai, envolve, domina...
O seu nariz roça pelo meu pescoço fazendo eu me contorcer involuntariamente, o Pat continua se divertindo com essa deliciosa tortura, subindo e descendo sem dizer nada, quando os seus lábios assumem espalhando beijos sinto o meu corpo cedendo, tenho certeza que nesse momento eu faria qualquer coisa que esse homem pedisse sem pensar nas consequências.
Quando apenas os beijos não são suficientes a mão do Pat começa a deslizar da minha cintura para o resto do corpo, percebo que ele está chegando cada vez mais perto e vou ficando excitado, adoraria foder ele aqui, agora, será que um dia vou ter essa oportunidade?
Ele se afasta respirando com dificuldade, o seu tesão é visível, mesmo assim ele pergunta com uma vez suave.
— Como você está? Você... Hmmm.... Eu te machuquei ontem?
— Eu estou bem e não, você não me machucou.
— Tem certeza...
Ele fica me encarando sem saber como continuar, mas eu não quero uma conversa séria, quero voltar para o que estávamos fazendo, então sorrio e tento soar calmo ao perguntar.
— Você está perguntando porque está preocupado ou porque quer transar de novo?
A pergunta pega ele de guarda baixa fazendo o seu rosto brilhar em um tom vermelho adorável, aproveitando o seu breve colapso eu o empurro fazendo se virar e deito sobre ele, apesar da surpresa ele me permite fazer tudo do meu jeito a partir daí.
Eu o beijo abrindo as suas pernas, ele não me impede, mas fica um pouco rígido, acho que foder ele não é uma opção por enquanto, mas tudo bem, se o sexo for sempre como ontem isso não vai fazer falta.
Desço beijando o seu pescoço fazendo ele se contorcer embaixo de mim, ainda estamos nus, tomamos banho antes de dormir e deitamos assim, isso facilita muito ao acordar ao lado dele. Continuo descendo até chegar no seu mamilo esquerdo e sinto ele endurecer sob os meus lábios, no início ele ficava estranho quando eu fazia isso, mas agora é mais uma das coisas que o deixam com tesão. Vou de um mamilo para o outro lambendo, chupando e mordendo, o Pat se contorce sem parar, quase me fazendo desistir e ir direto para o meu objetivo, para saber como vai ser quando eu lamber e chupar o seu pau.
Depois de arrancar muitos gemidos, suspiros e suor do Pat eu volto a descer beijando o seu peito e barriga, percebo que ele gosta disso, então dou isso a ele, beijo a sua barriga e deslizo a língua pelos seus músculos e umbigo, quando eu mesmo não consigo mais esperar sigo o meu caminho até o seu pênis, parando entre as suas pernas que agora se abrem voluntariamente para me receber. Beijo a parte interna das suas coxas enquanto observo o seu pau ficando cada vez mais duro, quando o seguro ele levanta o quadril vindo na minha direção. Me aproximo devagar e quando estou com o rosto a centímetros do seu pênis eu olho para cima, o Pat está com a cabeça levantada olhando na minha direção, a sua respiração está acelerada e a sua língua passa pelos seus lábios várias vezes, ele não precisa dizer nada, eu quase consigo sentir o cheiro do seu desejo. Ainda olhando para ele eu coloco lingua para fora e deslizo por toda a extensão do seu pênis, quando chego na ponta sinto o gosto do líquido que está escorrendo devagar, mesmo que eu tenha feito apenas isso o Pat se contorce e geme alto tocando a minha cabeça, pelo jeito que está segurando o meu cabelo acho que está se controlando para não fazer nada. Ficamos parados nos encarando por alguns segundos, o Pat as vezes pressiona a minha cabeça na sua direção, mas não acho que seja intencional, ele está perdendo o controle, antes que isso aconteça e ele tente outra coisa eu envolvo o seu pênis com os lábios e desço devagar.
Intercalo entre chupar, lamber e masturbar, no começo estava indo devagar, mas a medida que o Pat vai se descontrolando eu acelero acompanhando o seu ritmo, os seus gemidos vão ficando mais altos, os seus dedos lutam para me manter no lugar enquanto ele investe contra a minha boca tentando entrar mais fundo, seguro os seus testículos apertando e chupo com força arrancando dele mais um gemido alto.
Antes que eu consiga entender o que está acontecendo o Pat se afasta e me cobre com o cobertor que já estava me cobrindo quase por inteiro, eu tento levantar, mas ele não deixa, só quando ouço a porta batendo eu percebo que tinha alguém no quarto. O Pat tira o cobertor da minha cabeça me olhando preocupado.
— Eu vou resolver isso, não se preocupe, a minha mãe é tranquila!
A mãe dele nos viu? Shit!¹
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Notas:
Tradução
¹Merda!
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Daddy
FanfictionPat, um pai solteiro que enfrenta as dificuldades de criar seu filho sozinho, e Pran, um professor primário recém-chegado que luta para ser aceito em seu novo emprego, têm seus caminhos cruzados quando Pran começa a dar aulas para o filho de Pat. Em...
