Desejo

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PRAN

As suas mãos passeiam de forma sedutora espalhando sabonete e desejo pelo meu corpo, o som do chuveiro é como uma música calma e suave que embala esse momento tão íntimo. Por onde ele passa a minha pele incendeia tamanha a minha necessidade por ele e quando os seus lábios me tocam a luxúria toma conta de mim, tirando o meu controle um beijo por vez.

— Adoro te ouvir gemendo, professor!

Sem me dar chance de responder ele desce beijando as minhas costas, para no meio do caminho então segura a minha cintura me fazendo virar. Quase não consigo acreditar quando o Pat se ajoelha na minha frente, ele não teria coragem...

Com um sorriso devasso o Pat segura o meu pênis e olha pra ele, a sua mão se move devagar como se ele estivesse tentando entender como fazer isso, a sua curiosidade e coragem me encantam, ele sabe que não precisa fazer isso, eu nunca exigiria nada que o deixasse desconfortável, mesmo assim aqui está ele, saindo da sua zona de conforto e se aventurando pelo meu corpo para me dar prazer.

Estou quase perdendo a cabeça quando o Pat  para olhando pra cima e sorri mais uma vez, ele se aproxima um pouco, abre a boca fazendo o meu pau se mover na sua direção por vontade própria, então fala com uma voz baixa.

— Me ensina, professor...

O meu corpo inteiro treme ao ouvi-lo, mas o Pat não espera resposta, a sua boca toca o meu pênis tímida e pouco confiante, mesmo assim é incrível, melhor do que qualquer coisa que já experimentei. Aos poucos o Pat se adapta e fica cada vez mais a vontade, não existe técnica ou experiência, mas  ele aprende rápido, não demora muito pra saber exatamente como me satisfazer. Quando estou pronto para gozar penso em fazê-lo parar, mas acho que ele também percebeu que vou gozar, pois parou de me masturbar e continua apenas com a boca, a mão que antes estava no meu pênis segura os meus testículos e a outra vai até a minha bunda, no momento em que o seu dedo me penetra o meu pau entra inteiro na sua boca, eu gozo com força e para a minha surpresa ele continua me chupando enquanto o meu gozo preenche a sua boca.

Sinto o meu corpo relaxando e encosto na parede para ter apoio, o Pat sobe beijando a minha barriga, peito e pescoço, quando está em pé na minha frente beija a minha boca e me vira de costas, ainda estou meio aéreo pelo orgasmo e pelos seus beijos quando o seu pênis me penetra lentamente, tento me afastar, mas o Pat não permite, o seu corpo prende o meu contra a parede e ele volta a me beijar.

— Pat, não! Me solta!

— Tudo bem, professor, só sente isso...

A sua voz rouca acompanha um gemido cheio de desejo, quando ele volta a se mover, apesar de saber que não devia permitir, eu mando tudo para o espaço, relaxo e deixo ele me foder sem camisinha mesmo.

~•~

Acordo com o seu toque e levo algum tempo para lembrar onde estou, sento rápido assustando o Pat que olha em volta preocupado.

— Quanto tempo eu dormi?

Ele sorri aliviado e me beija.

— Está na hora do jantar, se veste e vamos comer.

— Pat, você devia ter me acordado antes. O Dean...

— Você tem que parar de se preocupar tanto, o Dean vai adorar saber que você está aqui.

— Pat...

— Vamos lá, eu fiz um jantar especial.

Quando não respondo o Pat desanima visivelmente, como não aguento ver ele assim me aproximo e o beijo. Na hora um sorriso brilhante se espalha pelo seu rosto, ele levanta, pega roupas no guarda roupa e entrega pra mim, se inclina na minha direção e me beija novamente.

— Dorme comigo hoje?

— Pat, nós não...

Ele coloca o dedo nos meus lábios enquanto fala.

— Espera, nós vamos visitar a sua mãe amanhã, não vamos?

Eu ainda não tinha pensado nisso direito, mas no fim eu concordo, saber que a minha mãe foi tão importante na vida do Pat e do Dean me faz querer ir com eles, tenho certeza de que ela gostaria disso. Eu aceno e recebo um beijo como resposta, quando o Pat sai percebo que a nossa conversa se encerrou e pelo jeito eu vou dormir com ele novamente.

Entro na cozinha encontrando o Pat mexendo em algo no fogão e o Dean sentado encima da mesa pegando alguma coisa de um prato e comendo, quando me vê o menino pula para a cadeira que balança com o impacto, a única coisa que consigo fazer é correr e pegar ele no momento em que a cadeira cai no chão assustando a todos nós, o seu pai corre até nós e olha pelo corpo do filho que agora está pendurado em mim, quando vê que está tudo bem o Pat vira pra mim e toca o meu rosto. Acho que a soma do susto que eu levei e a surpresa pela intimidade repentina na frente da criança me deixam sem reação, o Pat fala algo e pega o filho colocando no chão, quando percebo ele já está me abraçando e dizendo que o Dean está bem, para eu não me preocupar, o menino abraça a minha perna e ficamos todos em silêncio por um instante, a situação é toda... Absurda... Quando finalmente consigo reagir empurro o Pat com cuidado e tento sorrir.

— Eu estou bem.

Ele tenta tocar o meu rosto novamente, mas eu desvio me abaixando pra poder falar com o Dean.

— Você tem que tomar cuidado, o que você acabou de fazer foi muito perigoso, entende?

Ele acena com a cabeça e estende a mão colocando ela no meu rosto como o pai fez alguns minutos atrás, é realmente uma criança adorável.

— Já lavou as mãos?

O Dean nega com cara de culpado e eu faço um sinal com a cabeça apontando na direção do banheiro, levanto para ir com ele, mas o Pat me impede segurando a minha mão e me puxando para ele, depois de um beijo rápido ele deixa eu ir.

Vou ter que conversar com o Pat sobre isso, se ele fizer essas coisas na frente do filho pode acabar deixando a criança confusa.

— Me levanta, Titi?

O Dean estende os bracinhos na minha direção, no momento em que vejo o seu sorriso eu deixo as preocupações de lado e vou até ele.

É realmente um menino adorável!

DaddyOnde histórias criam vida. Descubra agora