"𝐬𝐚𝐲 𝐢'𝐥𝐥 𝐛𝐞 𝐡𝐞𝐫𝐞, 𝐢'𝐥𝐥 𝐛𝐞 𝐡𝐞𝐫𝐞"
Onde Elizabeth Stagg tem um histórico de relacionamentos tão ruins quanto sua reputação.
Ou
Onde Vance Hopper não entende os sentimentos que surgiam em relação a colega de classe.
...
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SEXTA FEIRA, 1978
Minha pele adormece com o objeto afiado deslizando por ela, traçando voltas e curvas para escrever algo em minha coxa. Esse é como um tipo de momento de auto descoberta, onde eu simplesmente descubro mais uma forma de me torturar. Eu encaro a pequena poca de anágua que se forma no corte em minha pele, não apenas um corte dessa vez, duas palavras. Puta Doente era o que agora está escrito em mim, e particularmente acho uma boa discrição do que eu sou. Engulo em seco ao ver uma gotinha vermelha escarlate pingar no chão, deixando uma mancha no piso branco do chão do banheiro da escola, que eu rapidamente limpo com o pé. Eu levo até a poeta de madeira da pequena cabine do banheiro o mesmo canivete que usei para cortar as palavras no meu corpo, dessa vez o deslizando na madeira suave ao invés da minha própria perna. Stagg was here. Um suspiro escasso escapa dos meus lábios enquanto eu fico aqui decidindo o que fazer. Não quero correr o risco de trombar com Vance Hopper pelo corredor, na verdade, não quero falar com ninguém, eu apenas quero ficar quieta no meu canto. Se eu sair daqui agora, são mais chances de alguém me ver e vir encher meu saco, já que os alunos já estão liberados.
Depois de um tempo, eu finalmente deixo meu esconderijo sangrento para traz, andando a passos firmes pelo corredor, enquanto tento ignorar a ansiedade e o medo pulsando em meu peito. Meu olhar está baixo, mas eu sei que não há quase ninguém no corredor. Desço as escadas para o primeiro andar rapidamente, sentindo a dor latejante na coxa pelo esforço que eu estava fazendo.
Meus esforços para passar despercebida são em vai, já que algum filho da puta esbarrou em mim, tendo que segurar minhas costas para que eu não caia pra trás na escada. Eu olho para o filho da puta, me surpreendendo um pouco, mas nem twntkz ao ver Bruce Yamada ofegante e com um expressão preocupada no rosto. Eu não esboço nenhuma reação, apenas fico o encarando enquanto espero por algo.
-Desculpa.- O garoto praticamente sussurra para mim, segurando-me fortemente.- Desculpa, Elizabeth... Eu não te vi.- Ele tira as mãos de mim lentamente, me deixando com uma sensação estranha.
-Tudo bem.- Respondo sorrindo um pouco.- Obrigada por ter me segurado, aliás.- Bruce sorri um pouco, endireitando sua postura enquanto me olha fixamente.
-Era o mínimo que eu poderia fazer... Tá sozinha?- Me surpreendo um pouco com sua pergunta. Nunca pensei que o garoto de ouro Bruce Yamada seria dessas coisas.- Todas as vezes que eu te vejo você tá com o entregador de jornais e a Sophia Charles.
-Nah, eu matei aula pra ficar fumando no banheiro. Eles devem ter ido pra casa sem mim.- Falo com um leve riso na voz, o que faz Bruce também rir, como se aquilo fosse uma piada. Eu fico o olhando, o que o faz parar de rir e arregalar os olhos levemente.
-É sério?
-É.
-Ah...- Ele engole em seco, desviando o olhar.- B-Bem. Eu tava pensando... Você tá aqui no colégio, tá sozinha.- Será que ele beija bem?- Quer... Quer ir assistir o treino de beisebol do meu time?