Todos que conheciam Max Verstappen sabiam que ele não era a pessoa mais humorada, carinhosa e brincalhona.
Ele tinha seus momentos, principalmente agora que parecia mais propenso a criar vínculos com seus colegas, além de Carlos e Daniel.
Mesmo...
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ESPANHA 18 DE JUNHO DE 2017
Faltava poucos dias para Dominique ter seis meses, ostentando um peso de dezesseis quilos, que fez o doutor Guzman olhar feio a Charlotte, pois era para ter reduzido a dois meses e o bebê apenas crescia. Isso poderia prejudicar seu desenvolvimento e Charlotte queria poder negar, mas ele chorava tanto, parecia com tanta fome.
— Deixa eu tentar acalmar ele.
Max pediu, levando as mãos para baixo dos braços de Domi, o puxando do colo da mãe, depois de mais de cinco minutos de choro, depois que ele sentiu o sutiã e, ainda por cima, foi privado de mamar a livre demanda. Pareceu uma boa ideia, até Domi perceber que não estava mais no colo de Charlotte e mexer as perninhas, berrando mais alto.
Estavam todos do lado de fora da mansão Sainz, na volta da piscina, aproveitando o início de verão. Ou seja, todos estavam vendo aquele esparramo de Dominique, fazendo Charlotte corar e Max parecer mais nervoso que o normal.
Eles deveriam saber lidar com aquela birra.
Ao menos, era o que aquela olhada dos outros parecia gritar. Ou era o que Charlotte sentia acontecer, mesmo que Reyes a dê-se olhares acolhedores e as meninas estivessem acostumadas a verem Domi naquela balda, desde a consulta do pediatra. O problema, infelizmente, era a reação do abuelo. O Carlos Reyes Cenamor estava sentado na espreguiçadeira, parecendo querer pular de lá e vir arrancar o bebê de Max. Trocando algumas palavras com a mãe de Caco.
Ótimo dia para vir visitar!
— Filho, meu amor, vamos se acalmar.
Charlotte pediu, tocando os pezinhos com meias, aproximando o rosto das perninhas para deixar um pequeno beijo das coxinhas cheias de dobrinhas. Dominique pareceu não escutar, quase a chutando, só não o fazendo porque a mulher foi rápida em desviar.
— Ik weet niet wat ik moet doen... — Eu não sei o que fazer... Charlotte declarou a Max, os olhos castanhos se enchendo de lágrimas, como se a culpa fosse dela. Se tivesse acatado a ordem do doutor antes, Domi estaria mais acostumado e não estaria chorando tanto.
— Zullen we naar binnen gaan? We kunnen naar de slaapkamer gaan en hem in bed leggen, hem ergens mee vermaken. — Que tal irmos lá dentro? Podemos ir para o quarto e colocá-lo na cama, entretê-lo com alguma coisa. Max tentou o virar de frente para si, quem sabe tirar a visão de Charlotte na frente dele, pudesse o deixar mais calmo. Não deu certo.
— Maar zouden we vandaag niet met ze gaan praten? — Mas não íamos falar com eles hoje? Eles se olharam novamente. Max tombando um pouco a cabeça, antes de concordar.
Eles iriam para Maaseik.
Faltava poucos dias, a mudança estava planejada para depois do mesversário de seis meses e a corrida, então daria tempo para a família Sainz se acostumar com a ideia. Eles tinham apenas que comunicar, todos sabiam que uma hora Charlotte e Dominique iriam embora de qualquer forma.