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MIAMI

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MIAMI

7 DE MAIO DE 2023

Bradley foi o único corajoso o suficiente para se aproximar de onde o número um, bicampeão mundial, estava abraçando seus filhos. Era a primeira corrida que todos participavam, mas, acima de tudo, existiam protocolos a serem seguidos. E, não que o Brad fosse comentar, porém, foi recompensador ter tido contato com a família do Max ao ponto de receber um sorriso grande de Charlotte, mesmo estando com os olhos cheios de lágrimas ao se aproximar.

Bradley não havia a visto sorrir de maneira genuína a nenhum dos mecânicos presentes, mesmo quando todos pareceram se arrumar de maneira mais apropriada apenas para a impressionar e, também, enchiam as crianças de mimos. Brad via como eles sempre pareciam olhar na direção da belga, esperando algum tipo de aprovação. Charlotte concordava e até sorria, mas não aquele sorriso que tinha o entregado.

Charlotte parecia estar brilhando na sua direção.

— Parabéns, cara! — Brad tocou os ombros do holandês, apertando em carinho, porque eles estavam juntos desde 2015. Existia um "sabor" diferente aquela vitória, de repente, eles sentiam que era mais importante do que os dois campeonatos passado.

Bradley estava junto com Max quando eles ensaiaram a primeira apresentação de Charlotte. Os gêmeos ainda não tinham nascido, eram apenas Max, Charlotte, Dominique e Louise. A Loulou tinha apenas um ano, era a coisinha mais fofa do mundo e era vestida apenas de vermelho, porque Max dizia que enchiam ela de quebrante. Depois, ele estava no desastre que foi o GP da Holanda de 2021, a segunda tentativa. Ele abraçou Charlotte quando ela saiu da UTI depois de dois dias de nascimento dos gêmeos, ele a deixou chorar em seu ombro... Ele poderia declarar que estava em todas as vitórias de Max e na maioria das perdas também. Charlotte dizia que ele era família. 

Bradley talvez não tivesse percebido aquilo até ver aquele sorriso na belga.

Como se a ficha apenas tivesse caído naquele instante.

— Hey! — Max tocou seu braço, se virando de maneira a cumprimentar o outro, pegando Vincent do colo do abuelo.

Charlotte pulou em Bradley, não ligando para as câmeras e apenas compartilhando um abraço apertado com o personal de Max. O homem sorriu, a soltando para ver Vincent de frente a Max, as mãos em suas bochechas e perguntando com um pequeno biquinho:

— Tolinhos?

— Tourinhos.

Os dois fizeram a coisa mais fofa que Charlotte poderia considerar ao mostrarem os dentes, forçando um rosnado. E era engraçado e fofo e a fazia chorar.

— Cara, você precisa dar a entrevista.

Brad o lembrou, fazendo Charlotte pegar Vincent do colo do pai. Max concordou, mesmo parecendo a contra gosto, passando a mão pelo rosto de Louise com carinho e piscando para Dominique. Anthonie bateu palminhas.

ʟᴜʟʟᴀʙʏ ● ᴍ.ᴠOnde histórias criam vida. Descubra agora