Severus Snape mal teve tempo de processar o alívio de ter salvado a família de Angeline e o risco fatal que havia corrido. O chamado de Alvo Dumbledore veio antes do café da manhã.
"Severus, entre," Dumbledore disse, com a voz suave, mas seu olhar, através dos óculos de meia-lua, era de uma seriedade cortante. "Sua ausência de horas nas últimas noites foi notada. E mais preocupante, Severus, sua Oclumência tem oscilado como uma vela sob uma tempestade."
Snape ficou imóvel, a capa preta caindo em torno dele como uma armadura. Ele sabia que o confronto era inevitável.
"Minha Oclumência está intacta, Diretor. Eu estou sob pressão da iminente guerra e de alunos incompetentes. Nada mais," ele respondeu, a voz perfeitamente controlada.
"Eu temo que haja algo mais, meu caro," Dumbledore disse, e o sorriso desapareceu. "Eu senti um pico de emoção. Algo que quase rompeu a sua barreira. Você está se permitindo distrações em um momento crucial."
Dumbledore não esperou por uma resposta. Seus olhos se cravaram nos de Snape.
"Legilimens!"
A invasão mental foi brutal. Dumbledore não procurava por memórias da Marca Negra; ele procurava a fonte do caos emocional.
Snape estava preparado. A primeira linha de defesa era o Ódio a Lucius Malfoy—a verdade sobre a ameaça à sua família. Dumbledore viu a fúria fria de Snape ao ver a carta de Lucius e a necessidade de interromper o ataque a Luciano.
Mas Dumbledore continuou pressionando, tentando ir mais fundo, procurando a conexão íntima.
Snape acionou sua segunda barreira, forçando Dumbledore a ver uma memória fabricada de sua juventude, cheia de dor, remorso pela morte de Lily Evans e a dedicação total ao seu papel como espião—uma memória que era dolorosa e verdadeira, mas que mascarava Angeline.
A verdade do amor por Angeline estava enterrada sob um peso de dor e dever. Snape redirecionou a energia de Dumbledore, forçando-o a ver apenas a paixão destrutiva pelo dever e o autodesprezo que o haviam mantido leal por anos.
O duelo durou apenas segundos, mas foi exaustivo.
Dumbledore recuou, sua expressão era de cansaço, mas também de uma desconfiança não resolvida.
"Você é um homem de grande dor, Severus. E sua determinação em proteger o mundo bruxo, e Angeline, é notável," Dumbledore concedeu. "Mas a sua Oclumência está sendo muito exigida. Não arrisque tudo por zelo. Mantenha o foco apenas no Lorde das Trevas."
Snape assentiu, sem revelar nenhuma emoção. Ele havia vencido, mas o preço foi alto. A Legilimência de Dumbledore o deixou mentalmente drenado, e o Juramento Oclumente estava sob estresse fatal.
O Alerta de Drenagem
Ao retornar às masmorras, Snape sentiu que não tinha mais forças para lançar um Ponto de Prata para Angeline. Ele estava exaurido.
Ele precisava alertá-la sobre o perigo de Dumbledore, mas não podia usar magia.
Snape teve uma ideia arriscada. Ele preparou uma Poção Simples para Tosse e a deixou na mesa de Angeline no Salão Principal, o único item permitido por sua fachada.
O frasco estava quase vazio, e no rótulo, ele havia adicionado uma única palavra extra, escrita em sua caligrafia afiada, em latim, que ele havia ensinado a ela em uma lição sobre venenos:
"VIDE" (Cuidado/Veja).
A poção era para tosse, mas o rótulo era o alerta: Dumbledore está assistindo. Risco máximo. Mantenha a guarda.
Angeline veria, entenderia e teria que responder com seu próprio ato de desafio silencioso. O Juramento havia sobrevivido ao teste de Dumbledore, mas a cada passo, o risco de exposição aumentava.
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A cura
RomanceEm meio a uma aula de porções , um caldeirão explode afetando alguns alunos e em especial uma jovem ficou gravemente prejudicada com a tamanha explosão. Snape esqueceu-se da existência desta jovem , apenas por nome , agora a pessoa em si , nem tinha...
