Capítulo 4: Perigo e a Promessa de Proteção

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"Literalmente estou presa em minha mente, sem poder ver, sem poder falar," pensou Angeline sentada na cama, sentindo em suas pernas o prato agora morno, tentando se alimentar sozinha. "Vai demorar para conseguir me habituar com isso." Essa conclusão trouxe um suspiro de frustração e tristeza no coração da jovem.

Com todo o cuidado, ela colocou a colher no prato, pegou a comida e lentamente levou à boca. Foi assim até conseguir se sentir satisfeita. A ala aparentemente estava deserta. Ela podia ouvir o som da tempestade que castigava lá fora do castelo, tentando se acostumar a identificar a origem dos sons.

Angeline escorou-se na cama. Mesmo não enxergando, seus olhos miravam o teto, memorizando o formato do teto da ala hospitalar.

Quando passos se aproximaram, ela se ajeitou para sentar. Ela queria muito poder dizer algo, mas só sentiu alguém retirar o prato de sua cama e colocá-lo na mesinha.

Aquele cheiro. Ela conhecia aquele cheiro, mas não era o de poções, era o cheiro de colônia sonserina—era ele.

As mãos frias tocaram seus seios, enquanto ela tentava afastá-las. Ele riu diabolicamente, a voz baixa e venenosa.

"Você é tão tola, Angeline," disse ele, rindo, enquanto conseguia enfeitiçar suas mãos para se prenderem na cabeceira.

Ele rasgou seu pijama, deixando à mostra seus seios. Segurando-os com uma mão, ele os apertou firmemente, e com a outra... ele começou a sugá-los.

Angeline não conseguia se mexer. O terror era absoluto, e o pânico em sua mente era um grito silencioso e agudo. Seus grunhidos, ásperos e roucos, eram a única coisa que podia emitir, mas pareciam se perder na tempestade.

Os grunhidos, no entanto, conseguiram ser ouvidos por Severus Snape. Ele fazia sua ronda noturna—uma ronda que sentiu que precisava fazer—e percebeu que o som angustiado vinha da ala médica.

Chegando à ala, ele viu a cena: seu aluno Malfoy assediando a jovem Finnigan Malfoy.

"DRACO MALFOY!" O grito de Snape cortou a tempestade e o silêncio da ala. Ele avançou, tirando Draco de perto de Angeline com a força de um soco. "O QUE VOCÊ PENSA QUE ESTÁ FAZENDO?" perguntou, segurando o jovem pelo colarinho do uniforme. "SEU VERME IMUNDO! VOCÊ VAI SER EXPULSO DE HOGWARTS HOJE MESMO E VOU DENUNCIÁ-LO POR TENTATIVA DE ESTUPRO!" berrou Snape. Ele soltou Draco, jogando-o no chão. "VÁ AGORA PARA A DIRETORIA! AGORA!"

Draco se levantou, pálido, e correu desesperado para fora da ala médica.

Snape imediatamente reparou o pijama de Angeline com um feitiço rápido e desfez o encantamento que prendia suas mãos. Ele viu o terror paralisado em seu rosto, mesmo cego. Ele não precisou de permissão; ele forçou a entrada em sua mente.

Ele podia ouvir todos os palavrões existentes, a voz chorosa e a dor angustiada de Angeline.

"Eu estou aqui, Angeline. Está segura," Snape enviou o pensamento, sua voz mental era fria, mas firme.

"Eu te prometo que ele sairá da escola ainda hoje. Ele nunca mais tocará em você," a promessa de Snape era absoluta em seu pensamento.

"Obrigada, Professor," ele pôde ouvir um suspiro de dor e alívio. Angeline sabia que, embora ferida, ela nunca mais teria a presença de Malfoy para torturá-la.

Snape retirou-se de sua mente, o rosto contorcido pela fúria. A fúria não era apenas por Draco; era pela vulnerabilidade de Angeline, por sua própria falha em notá-la, e pela promessa solene de proteção que agora ele carregava. Ele a protegeria com a mesma determinação que usava para proteger a escola e a vida que levava.

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