A Cicatriz do Mago|Capítulo 47: O Beijo da Cura e o Retorno da Sombra

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Angeline não hesitou diante da ordem de Severus Snape. O risco era total, mas a escolha era clara: curar ou perder tudo.

Ela abriu o Bálsamo de Cura Secreta e o aplicou nas feridas mais profundas e abertas de Snape. A essência do bálsamo era a própria magia concentrada de Snape, projetada para curar a si mesmo. Ao ser aplicada por Angeline, a ressonância mágica foi imediata e violenta.

"Não vai ser o suficiente," Snape sibilou, sua voz falhando. "O Cruciatus quebrou mais do que a pele. A magia interna está falhando. Eu não consigo Aparatar."

O Beijo da Transferência

Angeline sabia o que fazer. Ela se lembrou de uma lição avançada sobre Poções e Magia de Cura: para curar um colapso mágico total, o curandeiro deveria usar sua própria energia. Ela tinha que usar o Juramento Oclumente como um catalisador final.

Sem palavras, Angeline se inclinou e o beijou.

Não era um beijo de paixão, mas um ato de transferência mágica de vida. Enquanto seus lábios se tocavam, Angeline forçou toda a sua energia mágica pura e o calor de sua Oclumência para dentro dele, injetando sua própria força vital para reativar o núcleo de magia de Snape.

Snape ofegou com o choque da energia. A cura era física e espiritual. Seus corpos se afastaram, e Snape estava subitamente mais forte, mas Angeline estava visivelmente pálida e exausta. O sacrifício era dela agora.

O Retorno do Inimigo

"Obrigado," Snape conseguiu dizer, sua voz rouca, mas com a força retornando. "O Juramento... está completo. Saia agora."

"Eu não vou sem você," Angeline retrucou, quando ouviram passos pesados e arrogantes na escada.

O Comensal da Morte havia retornado, e era um dos mais brutais e leais: Bellatrix Lestrange.

Bellatrix entrou na masmorra, rindo, mas parou ao ver Snape mais inteiro do que o esperado e Angeline ao seu lado.

"Ora, ora. O que temos aqui? O traidor de pernas para o ar e a garotinha da Grifinória. Que cena romântica. Você veio se despedir dele, criança?" Bellatrix zombou.

Snape se levantou, cambaleando, mas usou o ódio como um escudo final.

"Ela é uma isca, Bellatrix. Pura e simples. Dumbledore a enviou," Snape mentiu, mantendo sua máscara de Comensal da Morte. "Ela não vale a sua varinha. Mate-a depois que eu te disser o que Dumbledore está planejando."

O Código da Varinha

Bellatrix não hesitou. "Eu mato os dois. E a lealdade do Mestre crescerá." Ela apontou a varinha para Angeline.

Snape agiu, não com um feitiço direto, mas com um grito cifrado.

"Obrigada por não deixar a varinha cair, Finnigan!" Snape gritou, sabendo que Bellatrix o consideraria como uma distração arrogante.

Angeline entendeu. Era o último código de Snape: ele havia lhe ensinado a nunca largar a varinha, mesmo em perigo. Mas o significado era mais profundo: "Pegue sua varinha e fuja. Eu me sacrifico."

Angeline agarrou a varinha e correu. Ela olhou para trás e viu Snape se preparando para enfrentar Bellatrix, usando o seu corpo como a distração final para que ela pudesse viver.

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