Capítulo 32: A Manobra do Traidor

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Severus Snape viu a falha controlada na poção de Angeline e soube: a ameaça de Lucius Malfoy era real e familiar. A ameaça não era sobre a guarda do irmão, mas sobre o acesso que Lucius tinha à família.

Snape sentiu um frio gelado. A falha na poção foi o último vestígio de comunicação que ele permitiria. Ele tinha que agir de forma rápida e brutal, usando a única arma que Lucius realmente temia: o seu próprio status.

A Reunião no Vazio

Snape não podia usar o correio bruxo, nem um Patrono. Ele tinha que ir ao encontro de uma de suas fontes mais antigas e perigosas, uma traidora da Ordem de Voldemort, que agora operava no submundo de Londres.

No meio da noite, Snape usou a Lareira da escola. Ele não a direcionou para o Ministério ou para um local seguro. Ele a direcionou para o Beco do Cutelo, um lugar sujo e não rastreável.

Snape encontrou sua informante, uma figura sombria e silenciosa.

"Eu preciso que você entregue uma mensagem a Lucius Malfoy," Snape sibilou, a voz baixa e tensa. "A mensagem não é de mim. É do Alto Comendo. E é falsa."

Ele ditou a mensagem, uma mentira elaborada sobre um suposto "desvio de fundos e informações sigilosas" de Lucius, que o faria cair em desgraça perante o Lorde das Trevas, ameaçando o futuro de Draco.

"A mensagem tem que ser convincente. Ela tem que fazer Lucius temer pela própria pele, esquecendo-se da menina," Snape ordenou.

A informante olhou para ele, assustada. "É um risco, Severus. Se o Lorde das Trevas souber que você está manipulando a informação..."

"Não saberá. É por isso que você está fazendo," Snape respondeu, sem hesitar. Ele pagou a traidora com uma bolsa pesada e retornou a Hogwarts antes do amanhecer.

Ele havia se exposto a um risco fatal. Se Lucius descobrisse a farsa, o ataque seria direto. Mas, por enquanto, Lucius estaria ocupado demais salvando seu próprio pescoço para pensar em Angeline.

A Confirmação do Risco

Ao retornar, Snape sentiu a exaustão o dominar. Ele havia quebrado o código em ação, mas tinha que mantê-lo na presença dela.

Na aula de Poções da manhã seguinte, Angeline estava sentada, a tensão em seu rosto era palpável, esperando uma repreensão ou um Ponto de Prata.

Snape fez o caminho mais lento e parou ao lado do caldeirão dela.

"Seu trabalho de ontem foi inaceitável," ele sibilou, alto o suficiente para que os alunos ao redor ouvissem, mantendo a fachada. "O erro foi grosseiro e primário. Você está perdendo a concentração, Senhorita Finnigan."

Ele pegou o trabalho dela, amassou-o e o atirou na lixeira.

Mas, ao se inclinar sobre a mesa, ele fez algo que quebrou o Juramento de uma forma sutil e perigosa.

Seus dedos tocaram a mesa de madeira, e ele lançou um Feitiço Silencioso e Rápido—não na forma de um ponto de luz, mas um calor momentâneo na ponta da varinha que estava escondida sob a mesa. O feitiço atingiu a borda da mesa onde Angeline estava segurando o livro.

Angeline sentiu um calor intenso e breve na ponta dos dedos que seguravam a mesa. Era o seu novo sinal: "Ação tomada. Risco Máximo. Mantenha a Oclumência Perfeita."

O calor a queimou, uma dor que não era de fogo, mas de terror e amor. O Juramento estava sendo cumprido com sacrifício e risco.

O Retiro da Família

Angeline viu o calor desaparecer, compreendendo. Ele havia feito algo perigoso para detê-lo, e agora ela tinha que agir.

A manobra de Snape funcionou em horas. Naquela noite, Luciano Malfoy aparatou na frente do castelo, apressado e pálido. Ele convocou Angeline e Samantha.

"Lucius está em pânico," Luciano disse, aliviado, mas confuso. "Houve uma investigação repentina e séria contra ele, vinda de fontes que ele não pode ignorar. Ele está focado em salvar Draco e a si mesmo. Ele retirou a ameaça. Estamos seguros, por enquanto."

Angeline olhou para a irmã, fingindo alívio. Mas ela sabia a verdade. Não foi má sorte de Lucius. Foi o Juramento Oclumente de Snape, que se tornou um traidor por amor.

Ela estava segura, mas agora sabia o preço: ele havia arriscado sua própria vida e sua lealdade a Voldemort.

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