Capítulo 34: A Defesa da Sonserina

7 0 0
                                        

Angeline viu a palavra "VIDE" no rótulo da Poção para Tosse e sentiu o pânico. O aviso de Severus Snape era claro: Dumbledore estava de olho. Ela tinha que elevar a sua performance de "aluna reclusa" para "aluna que está melhorando, mas sofre com a dureza de Snape".

Seu sofrimento silencioso era agora sua maior arma.

O teste veio de onde Snape menos esperava: Samantha Finnigan Malfoy.

Samantha observava a irmã definhar em silêncio e notou a mudança abrupta no tratamento de Snape. A rejeição pública no Salão Principal parecia ter esmagado Angeline. Para Samantha, a frieza de Snape era a fonte do tormento de Angeline, e ela tinha que intervir de forma pública para defender a honra da família.

O Confronto no Corredor

Samantha interceptou Snape no corredor das masmorras, logo após uma de suas aulas. Ela estava com Angeline e Michael, forçando um confronto público.

"Professor Snape," Samantha disse, a voz cheia de desdém. "Eu gostaria de lhe agradecer publicamente por desistir de minha irmã. Ela estava sob a ilusão de que sua tutoria era necessária. Mas agora ela está aprendendo a se reabilitar sozinha, sem a sua crueldade desnecessária."

O comentário de Samantha era um ataque social perfeito. Ele reforçava a fachada de que a tutela havia terminado mal e que Snape era o vilão insensível—exatamente o que Dumbledore precisava ouvir.

Snape sentiu o calor da raiva genuína de Samantha, e a dor de Angeline em ter que testemunhar a mentira.

"Sua gratidão é tão surpreendente quanto sua falta de decoro, Senhorita Malfoy," Snape sibilou, os olhos fixos em Samantha, ignorando Angeline. "Sua irmã é uma aluna medíocre que desperdiçou meu tempo. Eu não tenho paciência para incompetência emocional."

Angeline olhou para ele, e a sua Oclumência era forçada ao máximo para não responder ao calor da traição na voz dele. Ela fingiu encolher-se de mágoa, dando a Snape a prova visual que Dumbledore poderia estar observando.

O Alerta Velado

Snape virou-se para Angeline, e sua voz se tornou mais cortante.

"E você, Senhorita Finnigan. Sua Poção de Contramedidas desta semana estava quase perfeita, mas falhou em um elemento básico. É a prova de que sua concentração ainda está dispersa. Eu não desperdiçarei mais meu tempo com você. Se você tiver alguma dúvida crítica, use a biblioteca ou seu pai."

O discurso era a rejeição final e pública. Mas Angeline entendeu a parte cifrada:

"Poção de Contramedidas": Não cometer mais erros de poção para chamar a atenção.

"Dúvida Crítica": Se a vida dela estiver em risco, ela pode enviar uma mensagem cifrada que só ele entenderá.

"Seu Pai": Luciano é o único intermediário seguro (e Snape havia lhe enviado informações).

Snape se afastou, deixando a cena cheia de tensão e fofocas. A Sonserina havia defendido sua honra familiar, e o espião havia lançado seu aviso final.

A Sombra da Guerra

Apesar do drama pessoal, o mundo bruxo não parava.

Naquela semana, as medidas de segurança em Hogwarts foram drasticamente elevadas. Aurores do Ministério começaram a patrulhar os limites da escola, e as lareiras foram lacradas para Aparatação. O medo de um ataque de Você-Sabe-Quem era palpável.

Snape sabia que o aumento da segurança significava duas coisas:

O risco de Dumbledore de descobrir o Juramento diminuía (as distrações eram justificadas pela guerra).

O risco de Lucius Malfoy de atacar Angeline dentro de Hogwarts aumentava, pois agora ele estava isolado e furioso, e a escola era o último lugar acessível.

O novo desafio não era a distância, mas o risco físico na iminência da guerra. Snape tinha que proteger Angeline sem quebrar o código de comunicação zero.

A curaOnde histórias criam vida. Descubra agora