》aqui vocês irão encontrar oneshot's minsung com variados contextos e as situações mais quentes que possam imaginar.
|lee minho × han jisung|
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#3 - leeminho
× isso é apenas imagi...
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O relógio da parede da delegacia marcava nove e quarenta e cinco quando Minho atravessou a porta.
Ela girou devagar, rangendo como se protestasse contra o vento úmido da manhã. O cheiro de café requentado misturava-se ao de papéis antigos e couro molhado. Lá dentro, o mundo parecia preso em outra década - uma onde o tempo andava mais devagar e o cansaço tinha peso físico.
O delegado Kim levantou os olhos do relatório. O tinido metálico da caneta contra a mesa cessou quando ele viu Minho.
O médico parecia... diferente. As olheiras haviam cavado sulcos sob os olhos, a pele estava pálida, os lábios feridos. O curativo no canto da boca trazia manchas secas de sangue escuro, um vermelho denso que lembrava ferrugem.
- Doutor Lee - cumprimentou, num tom medido. - Não esperava o senhor tão cedo.
Minho apenas assentiu.
- Não consegui dormir - disse, a voz grave, abafada, como se tivesse atravessado um longo túnel de silêncio. - Preferi vir direto.
O delegado fechou o relatório e apoiou os cotovelos na mesa, observando-o. - Imagino que essas sessões com o Han Jisung não devam ser fáceis.
- Não são. - A resposta veio seca, mas a entonação era polida, ensaiada. Como um homem que aprendia a parecer humano.
O delegado o observou mais de perto. O olhar parou na ausência dos óculos - algo essencialmente estranho em Minho, que jamais os deixava de lado.
- E os seus óculos? - perguntou, franzindo o cenho. - Quebrou?
Minho piscou devagar. Por um instante, pareceu não entender a pergunta. Depois, murmurou: - Sim. Ontem.
Silêncio. O delegado notou o movimento breve da mão de Minho indo até o curativo. Os dedos tocaram o pano endurecido, e ele pareceu sentir algo que não queria lembrar.
- E esse ferimento? - questionou o delegado, num tom mais contido. - Aconteceu lá dentro, no circo?
- Um arranhão - respondeu Minho. - Um dos adereços... talvez.
Ele esboçou um sorriso curto, mas o gesto morreu antes de se formar.
O delegado o observava com atenção, buscando pistas nos gestos. Havia algo na maneira como Minho falava - uma cadência fria, quase ausente, como se cada palavra precisasse atravessar um abismo antes de alcançar a superfície.