》aqui vocês irão encontrar oneshot's minsung com variados contextos e as situações mais quentes que possam imaginar.
|lee minho × han jisung|
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× isso é apenas imagi...
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O amanhecer tinha cor de ferrugem. O sol se erguia pálido, filtrado por uma névoa que ainda cheirava a fumaça. A estrada serpenteava entre campos mortos e árvores calcinadas pelo frio, e o carro de Minho avançava em silêncio. O motor parecia ressoar dentro do peito dele, como um segundo coração.
As mãos no volante estavam firmes, mas sujas de terra seca. Unhas quebradas, vestígios de sangue escuro entre os dedos. A camisa social colava no corpo pelo suor e pela poeira. O cheiro de gasolina impregnava o tecido, misturado ao odor doce e metálico do que havia queimado — um perfume que não saía mais da pele.
Os olhos, fixos na linha do horizonte, não piscavam. Ele não tinha pressa. Nem culpa. Nem medo.
A fumaça que ainda pairava sobre o campo parecia o rastro de uma confissão.
O retrovisor refletia o próprio rosto: pálido, salpicado de cinza, o cabelo desalinhado, mas os traços serenos. O rosto de alguém que, enfim, parara de resistir.
E foi nessa calmaria que a luz azul piscou atrás dele.
Minho ouviu a sirene curta, o som de autoridade rompendo o vazio. O carro da polícia se aproximava, sinalizando para que ele encostasse. Ele o fez, suavemente, como quem obedece a um gesto divino.
O vento entrou quando abriu o vidro.
O policial se aproximou, postura rígida, uma expressão que misturava atenção e curiosidade.
— Bom dia, senhor. — A voz era neutra, treinada. — O senhor estava dirigindo um pouco… devagar demais. Está tudo bem?
Minho virou o rosto. O olhar que o policial encontrou era um abismo.
— Está, sim. — A resposta saiu calma, impecavelmente cortês.
O policial fez um breve aceno e olhou o carro. O capô estava manchado de algo escuro, o farol empoeirado. O cheiro, vindo de dentro, era forte demais para ser apenas o de um tanque vazando.
— O senhor pode me mostrar os documentos, por favor?
Minho obedeceu sem pressa. Retirou a carteira do bolso interno do paletó amarrotado, entregou primeiro a habilitação, depois o crachá. O policial olhou o distintivo, leu em voz baixa: — Psiquiatra forense?
— Sim. — Minho respondeu, o tom quase carinhoso, como se a pergunta fosse desnecessária. — Estive em campo esta noite. Um caso… difícil.
O policial assentiu, hesitante. Os olhos dele desceram até as mangas de Minho. Havia terra, pequenas manchas escuras, um arranhão ainda fresco no pulso.