》aqui vocês irão encontrar oneshot's minsung com variados contextos e as situações mais quentes que possam imaginar.
|lee minho × han jisung|
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× isso é apenas imagi...
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O circo respirava vida muito antes da lona acender.
Lá fora, a luz do fim de tarde quebrava em dourado pelas poças deixadas pela garoa leve — o céu ainda depois do azul, ainda antes da noite. As arquibancadas já rugiam num burburinho quente: famílias se espremendo nos bancos de madeira, crianças com algodão-doce azul manchando as mãos, vendedores equilibrando bandejas de pipoca, cheiro de caramelo derretendo no ar. Cada riso ecoava pela estrutura metálica, cada passo fazia a lona vibrar como um pulmão prestes a encher.
Lá dentro — outro universo.
A lâmpada amarela do camarim tremulava com a ventania batendo a lona do lado de fora, mas ninguém parava para notar. O camarim inteiro era coronária viva: perfumes de pó-de-arroz, laquê, tecido quente de figurino recém-passado, suor ansioso e glitter como poeira sagrada flutuando no ar. Roupas penduradas; penas; caixas de maquiagem abertas; risos atravessando frases incompletas. Um caos que só existia porque era lar.
— Fica quieta — Jisung riu, os olhos semicerrados de tanta concentração, uma das mãos segurando com firmeza o queixo de Minhee. — Se borrar eu vou rir da sua cara no palco e não vou te ajudar.
— E eu caio da corda e morro, né? — ela rebateu sem drama nenhum, porque ali ninguém dramatizava — todos apenas constatavam. — E vai ser sua culpa.
— Dramática — ele soprou de propósito no canto do olho que acabara de delinear, só pra provocar. — Pronto. E ficou perfeita. Como sempre.
Minhee se olhou no espelho como se estivesse em Paris, não numa cidade pequena com cheiro de areia e churros. Estalou os dedos três vezes, real, só para chamar atenção de quem tivesse por perto.
— Alguém viu minha meia esquerda com brilho? — gritou uma voz do outro canto. — Não aquela de peça infantil, a de adulto!
— Se me encostarem com esse spray de cabelo mais UMA VEZ eu juro que— — ACHARAM MINHA LUVA?
— Se não acharem minha luva, eu vou de uma mão. Tô falando sério. Vou reinventar a arte.
Era assim. Todo dia. Toda cidade.
E era perfeito.
Jisung girou com naturalidade, rindo sozinho, e foi até Hana, uma das dançarinas, para amarrar o laço enorme de cetim que ela nunca conseguia ajustar sozinha.
— Você amarrou como se eu fosse lutar sumô ou dançar can-can? — Hana reclamou se olhando de lado no espelho.
— Eu amarrei como se você fosse encantar, o que vai acontecer — ele replicou, dando dois tapinhas leves no laço como quem sela um feitiço. — Vai brilhar mais que o fogo da entrada.
— Tem glitter até na sua orelha, Sungie — Minhee observou, apontando.