》aqui vocês irão encontrar oneshot's minsung com variados contextos e as situações mais quentes que possam imaginar.
|lee minho × han jisung|
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× isso é apenas imagi...
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O cheiro não era apenas de metal — era de mausoléu. Óleo queimado, suor seco, verniz que já vira sangue. O picadeiro inteiro respirava como uma criatura viva, lenta, expectante, quase prendendo a respiração, observando cada movimento.
A cadeira era um altar. Cruel, infantil, grotesca. Como se tivesse sido construída por mãos que nunca conheceram misericórdia. Couro gasto afundado pelos corpos que se debateram. Fivelas grossas, manchadas de lembranças. A madeira sob os pés de Minho rangia, como se soubesse que dali não haveria retorno.
Minho já estava preso.
Pulsos firmemente contidos. Tornozelos travados por tiras de ferro e couro. Tórax sem liberdade. Cabeça livre — não por gentileza, mas por expectativa.
Jisung vinha cantarolando.
Não uma música comum. Não um lamento. Era uma cantiga infantil, quase esquecida, sombria e delicada, com palavras que se perdiam entre sílabas sussurradas:
"Dorme, dorme, meu anjo… fecha os olhos, tudo vai passar… ninguém vai tocar você… Eu estou aqui pra cuidar de você… Sungie."
Era doce. Era mortal. Cada nota levava consigo promessa e ameaça, como se o próprio luto tivesse aprendido a sorrir.
Minho o observava sem piscar.
Olhos dilatados, escuros, fixos em cada gesto de Jisung. Não havia resistência, nem medo. Havia fascínio absoluto, uma entrega que misturava admiração, desejo e confusão. O olhar dele penetrava Jisung, tentando memorizar cada detalhe: o jeito que os dedos se moviam com precisão quase ritual, o leve tremor do lábio inferior, o brilho infantil e cruel no canto dos olhos do outro. Cada segundo preso nesse olhar era uma prisão — e uma rendição.
Jisung, como uma criança que cumpre a tarefa com perfeição esperando sua recompensa, encaixava cada eletrodo com cuidado obsessivo, reverência quase sagrada, cantando sua melodia torta, doce e ameaçadora. O mundo inteiro parecia reduzir-se à cadeira, à melodia e ao olhar fixo de Minho.
Os eletrodos brilhavam sob a luz fria do picadeiro, refletindo faixas metálicas nas sombras que se estendiam pelas lonas. A cantiga de Jisung se espalhava como fumaça, tênue e quase invisível, carregando uma melodia infantil e ritual, doce e perturbadora ao mesmo tempo. Cada nota parecia medir o espaço, sondar a escuridão, sussurrando promessas e ameaças ao ar estagnado.
E o sorriso dele… não era bom. Não era mau.
Era orgulhoso.
Como o sorriso de uma criança que termina uma tarefa minuciosa e espera ser elogiada. Como alguém que construiu cada detalhe de sua obra com precisão obsessiva, satisfeito com a perfeição alcançada.
Minho o observava em silêncio absoluto.
Não havia resistência nos olhos dele. Nem cálculo. Havia fascínio, puro e crú. Olhos escuros fixos, quase hipnóticos, como se o mundo inteiro tivesse sido comprimido naquele momento, naquele gesto, naquela respiração contida. Havia amor. Amor absoluto. Amor perigoso. Amor capaz de se ajoelhar no fogo e não sentir dor.