Justin e eu não demoramos a ir embora. Estava tarde e as ruas já estavam escuras demais para continuarmos andando sem rumo. Pela primeira vez, eu me sentia muito bem em estar com ele, em ter dito como eu me sentia. Sabia que era arriscado, mas no pior dos cenários, eu volto a ser solteirona.
Caminhávamos sem muita pressa em direção a minha casa. Justin rodeava o braço direito no meu corpo, enquanto puxava assunto vez ou outra. Estávamos perto de casa já, quando meu celular apitou. Era uma mensagem de Nick.
— É o Nick. — Justifiquei. — Ele quer saber se eu preciso de alguma coisa e se está tudo bem.
— Diz pra ele que eu não te matei e não tenho planos de fazer isso também. — Justin disse com certo drama em sua voz. — Fala pra ele que eu não sou um otario.
— Para de ser dramático! — Disse rindo. — Ele só está preocupado porque já são mais de três da manhã e nós ainda estamos sozinhos na rua.
— Sim... É por isso mesmo... — Ele disse desconfiado.
Assim que chegamos em frente a minha casa, eu me viro para encarar o rosto de Justin e sorrio ao ver que ele esta com ciúmes por conta de toda a situação.
— O senhor ciumento aqui vai querer subir e dormir comigo? — Disse ficando na ponta dos pés para beijar seu bico de raiva.
— Se eu subir, vou querer te beijar até amanhã. — Ele rodeou os braços na minha cintura.
— E isso seria um problema? — provoquei, sorrindo contra os lábios dele.
Justin inclinou a cabeça, encostando a testa na minha, os braços ainda firmes ao redor da minha cintura.
— Seria... — ele respondeu baixo. — Porque eu não confio em mim quando você sorri assim.
Ri, sentindo o peito apertar de um jeito bom. Era estranho como tudo ainda parecia novo, mesmo depois de tantas brigas, tantas trocas afiadas, tantos silêncios desconfortáveis. Agora, o silêncio era confortável. Quente. Cheio.
— Então talvez seja melhor você ir — falei, mesmo sem muita convicção.
— Talvez — ele concordou, sem se mover um centímetro sequer.
Ficamos ali, presos naquele impasse delicioso, até que meu celular vibrou de novo. Nick, insistente como sempre. Revirei os olhos.
— Ele não vai dormir enquanto eu não responder — expliquei.
— Fala pra ele que você tá viva, inteira e que eu ainda não fui um péssimo namorado — Justin disse, arqueando a sobrancelha. — Pelo menos não oficialmente.
A palavra namorado pairou entre nós por um segundo a mais do que deveria. Eu o encarei, procurando qualquer sinal de arrependimento. Não encontrei. Só um leve nervosismo escondido atrás do sorriso torto.
— Gosto quando você relembra que é oficialmente meu namorado. — disse com um sorriso enorme. Ele suspirou, o polegar fazendo um carinho lento na lateral do meu corpo. — Não quero que você finja que me ama nunca. Quero só a verdade de você.
— Ariana... eu não saberia fingir, mesmo se quisesse. — Ele fez uma pausa. — Eu te amo.
Meu coração bateu mais forte. Assenti devagar, engolindo o nó na garganta.
— Então... boa noite — murmurei, finalmente dando um passo para trás.
— Boa noite — ele respondeu, mas antes que eu pudesse virar, segurou minha mão. — Me manda mensagem quando entrar.
— Justin...
— Não é controle — ele disse rápido. — É cuidado.
Sorri, assentindo.
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cruel summer
FanfictionJustin era como fogo; ardente e selvagem por onde quer que passasse. Estava acostumado a arrancar suspiros apaixonados de garotas por toda Los Angeles. Menos os de uma pessoa em especial. Ariana nunca se interessou pelas molecagens de Justin. Não a...
