O caminho até o aeroporto pareceu passar rápido demais. Anahí observava pela janela do carro enquanto as ruas conhecidas ficavam para trás, sentindo uma mistura de ansiedade e expectativa crescer dentro do peito. Ao seu lado, Alfonso permanecia atento a cada detalhe, principalmente a Arthur, que parecia mais tranquilo do que eles esperavam.
A viagem seria longa, mas Anahí havia planejado tudo com cuidado. Desde os documentos até os medicamentos do pai, nada havia sido deixado para trás. No aeroporto, depois de toda a burocracia, os três finalmente embarcaram. Ou melhor, os quatro. Lia parecia sentir a ansiedade da mãe, por algum tempo ficara quietinha, Anahí só sentia os soluços fraquinhos, que lhe faziam até cócegas.
Arthur se acomodou junto à janela, enquanto Anahí se sentou ao seu lado, levando uma das mãos discretamente à barriga. Alfonso ficou do outro lado do corredor, para facilitar as várias idas de Anahí ao banheiro, como também para ela tivesse mais espaço, e se sentisse o mais confortável possível, afinal o voo era longo.
Por alguns minutos, ele apenas observou os dois. Anahí parecia concentrada em garantir que o pai estivesse confortável, perguntando algumas vezes se ele precisava de alguma coisa. Arthur, por sua vez, olhava ao redor com uma expressão curiosa, como se tentasse guardar na memória cada detalhe daquela nova experiência.
Quando o avião finalmente decolou, Anahí sentiu um frio no estômago. Não era apenas o voo, era a sensação de que, naquele momento, sua antiga vida ficava para trás.
As horas seguintes passaram entre cochilos, algumas refeições e conversas baixas. Arthur dormiu boa parte do trajeto, e Alfonso aproveitou para descansar sempre que podia. Anahí, porém, permaneceu inquieta, alternando entre olhar pela janela e acariciar a barriga, imaginando tudo o que os esperava do outro lado do oceano.
Até que, depois de tantas horas, a voz do comandante anunciou o início da descida. Londres estava logo abaixo deles. Anahí se inclinou para olhar pela janela, o coração acelerando ao avistar as primeiras luzes da cidade. Alfonso percebeu seu olhar e sorriu.
Alfonso: Chegamos.
Depois do desembarque, os três seguiram juntos pelo aeroporto, cada um carregando não apenas suas malas, mas também tudo aquilo que aquela mudança significava.
Para Anahí, era o começo de uma nova vida. Para Alfonso, uma promessa de recomeço.
E, para Arthur, um lugar desconhecido que Alfonso e Anahí fariam de tudo para transformar em lar. Quando finalmente saíram do aeroporto, Anahí sentiu o frio de Londres tocar seu rosto e imediatamente se encolheu dentro do casaco.
Era diferente, o ar parecia mais úmido, o céu mais baixo e o vento atravessava as roupas com uma facilidade quase irritante. Ela olhou para Alfonso, que caminhava ao lado dela enquanto empurrava uma das malas, e depois para Arthur, que seguia alguns passos à frente, observando tudo com uma expressão curiosa.
Anahí: Está muito frio. - Murmurou.
Alfonso: Você ainda não viu nada. – Sorriu em resposta.
Arthur não pareceu ouvi-los. Seus olhos percorriam as ruas, os prédios, as placas escritas. Havia uma certa confusão em seu semblante, mas também curiosidade. Anahí observava o pai discretamente, ciente de que aquela mudança seria um verdadeiro desafio.
Mesmo que Arthur não conseguisse compreender completamente por que estavam ali, seu cérebro ainda reconhecia padrões, lugares e objetos familiares. E era justamente por isso que Alfonso havia passado semanas, meses, planejando cada detalhe.
Quando o carro finalmente parou diante da residência, Anahí ficou alguns segundos em silêncio. A casa era linda. Tinha uma fachada elegante, janelas amplas e um pequeno jardim na frente. Tudo parecia tipicamente londrino.
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Refém do Desejo
FanfictionUm gemido rouco ecoou no quarto de hotel, o êxtase puro e sublime do encontro de dois corpos que se deliciavam, enquanto sucumbiam aos próprios instintos. Os lençóis de seda egípcia, aninhavam agora, as pernas enlaçadas, gesto que se transformara no...
