Nunca houve um pássaro azul em meu peito,
paz em meu leito
ou algo vivo a esconder.
Tenho vespas numa caixa aveludada,
vez ou outra se agitam
tentam escapar,
revoltam-se contra quem lhes dá abrigo.
Ingratas!
Bom senhorio que sou,
tentei manter a pouca ordem que havia,
mas não havia como.
Nunca houve um pássaro azul em meu peito,
assumo, aceito...
Não houve o que esconder,
apenas controlar.
Leia Bluebird, Charles Bukowski
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Bluebird
PoetryProsa e verso. Um compilado de contos, crônicas, poemas e cartas sem um destinatário especifico, e com um remetente qualquer. Alguns dos textos também estão no meu blog.
