[Dica: Coloque: "Chandelier" – Sia para tocar!]
Kaya's P.O.V Mode = ON
Peguei minha camisola e entrei no banheiro. Olhei-me no espelho e as lágrimas começaram a descer pelo meu rosto. Meu rosto ficou todo borrado de maquiagem. Sentei-me no chão e comecei a chorar compulsivamente. Como pude ser tão tola?
FLASHBACK = ON
— Ew. – Revirei meus olhos.
— O quê? – Mike me olhou, sem entender.
— Você é do tipinho "colecionador". Pior laia. Eca. – Levantei-me e fui em direção ao mar.
FLASHBACK = OFF
Eu realmente achava que ele estava afim de mim, tipo, ia além de só pegar. Depois de tudo o que passamos, principalmente na tarde que cantamos um para o outro. Ele ao menos poderia ter sido inteligente e me pegado antes, afinal, já tinha iludido mesmo.
Com os olhos inchados de tanto chorar, removi minha maquiagem, tirei a coroa de flores e coloquei minha camisola. Escovei meus dentes e me atirei na cama:
— Desculpa por tudo, Kaya. Mike sempre foi fraco com álcool, não sabe o que faz. – Izzy tentou me animar, mas eu apenas pigarreei. E era mais uma decepção. Era mais fácil ser aquelas meninas baladeiras que não sentem porra nenhuma.
Kaya's P.O.V Mode = OFF
A cabeça de Mike latejava no dia seguinte. Só lembrava do momento em que se sentou com o amigo para beber. Olhou em volta e estranhou. Estava sozinho. Os amigos não tinham acordado-o naquele dia. Sem entender, colocou uma roupa qualquer e foi até o refeitório. Os amigos conversavam, riam, mas assim que Mike se aproximou, todos se calaram e fecharam suas expressões.
Kaylee se levantou e disse:
— Com licença. – Jogou os cabelos e saiu.
Todos saíram em seguida, ficando apenas Jack na mesa, que se levantou por último:
— Qual é a deles? – Mike estreitou os olhos azuis.
— A questão não é a deles. E sim: Qual é a sua, Martini? – Jack rebateu.
Mike ainda estava sem entender. Checou a programação: naquele momento estaria tendo nado no lago. O menino foi até o lugar e os amigos estavam lá, mas Kaya estava sentada perto da orla. Mike foi até ela e perguntou, inocente:
— O que houve?
— Odeio quem se faz de sínico. – Kaya disse, sem olhar para Mike.
— Não entendi.
— Você não tem jeito mesmo. – Estreitou os olhos verdes.
A menina se levantou e Mike desceu seu olhar para o lago, até que sentiu seu corpo sendo empurrado para o lago:
— QUAL É O SEU PROBLEMA, SUA ESTÚPIDA?! – Mike gritou, bagunçando os cabelos louros, que estavam molhados.
— Ops. – Kaya sorriu, inocente.
Mike puxou os pés da menina, que foi para a água também:
— IMBECIL. FIZ MEU CABELO ONTEM. – Kaya rosnou.
— FODA-SE. – Mike gritou.
O acontecimento atraiu a atenção do monitor, que os advertiu:
— Os dois. – Apontou para os jovens. – Para fora da água. Quero os dois na praça de alimentação. Agora. – Os olhos tingidos de ódio.
Os dois assentiram:
— Parabéns, Little K. – Mike apelidou.
— Não ouse me chamar assim. É "Kaylee" pra você. – Kaya pegou uma toalha.
— Você é tão infantil.
— E você é idiota.
— Posso saber o que... – Mike foi interrompido.
— Ok, de quem foi a ideia estúpida? – O monitor perguntou.
— Minha, professor. Me desculpe. Queria fazer uma brincadeira. Lhe asseguro de que isso não se repetirá. – Kaya disse, rapidamente.
O monitor sorriu:
— Gosto de gente que assume os erros. Vou deixar passar por causa da sua sinceridade. Se quiserem voltar para a atividade, sintam-se à vontade.
Kaya fuzilou Mike com seu olhar esmeralda:
— Já vamos professor, tenho um assunto pendente com esse menino.
— Como quiser. – O monitor deixou ambos a sós.
— O quê eu te fiz pra você começar a ser escrota comigo assim, do nada? – Mike estreitou seus olhos.
— Não lembra, honey? – Kaya ironizou.
— Não.
— Então me deixa refrescar sua memória. – Kaya estreitou ainda mais as esmeraldas e deu dois soquinhos na cabeça de Mike. – Você simplesmente foi lá, quase me pegou, claro, nenhuma menina resistiria aos seus caprichos. Você mente muito bem, até. Bebeu igual idiota, pedi pra você parar, mas o que você faz? Vai lá e pega outra guria na cara dura. Me explica: Qual é a sua?
Mike sentiu os lábios secarem ao ouvir as palavras da menina. Tinha sido um idiota e perdido a menina mais especial que havia conhecido:
— Kaya, eu... Não tenho palavras. Fui um idiota. Tenho que maneirar na bebida e...
— Problema seu. – A menina saiu.
Mike chegou bufando no quarto e se deparou com Max, que estava escrevendo algo:
— O quê aconteceu na noite passada?! – Mike perguntou, esbaforido.
— Você pegou outra menina, deu pt, Izzy achou que você ia perder um rim. Enfim, resumindo, você pegou uma guria aí e desmaiou de tanto beber.
— Mas foi você que... – Mike tentou se pronunciar.
— Eu sei que ofereci, mas você não bebe com moderação. Até a Kaya pediu pra você parar.
Mike colocou os dedos sob as têmporas:
— Tenho que pensar numa boa maneira de me desculpar com a Kaya. – Mike sentou-se na cama.
— Tem mesmo. Amanhã é nosso último dia aqui e vai ser difícil você tentar se desculpar com ela na escola. – Max passou as mãos pelos cabelos negros.
— O que tem pra amanhã? – Mike voltou os olhos azuis para Max.
— Dia livre e à noite tem festa à fantasia.
— Entendi. Vou tentar pensar em alguma coisa. – Mike saiu.
— Mike. – O amigo o chamou e Mike se virou para olhar Max.
— Eu sei que não fez por mal. – Max sorriu e Mike lhe sorriu de volta.
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Oceans
Ficção Adolescente"Era loucura, mas eu tinha passado naquela prova. Ia ingressar naquela escola. O problema era: deixar tudo que construí aqui, em Monterrey, pra trás. Mas eu juro que não esperava conhecer alguém que fosse mexer comigo de forma absurda... E eu conhec...
