O poeta estuda o documento literário mais antigo da língua portuguesa.
"A RIBEIRINHA"
No mundo non me sei parelha
Non me sei parelha: não sei de cou(j)sa igual
(j) *
*não sei de onde vem este "j" mas lembro que a letra j para indicar a consoante latina'' i '' só foi introduzida na língua portuguesa no fim da Idade Média. Mas sei também que a palavra coujsa não existe. Como posso me lembrar de ter estudado a palavra coujsa se ela não está em nenhum livro? Penso que aquele (j) bem que pode ser um "algoritmo" perdido na minha memória (andei a estudar algoritmos mas parei de estudar lógica faz muitos anos)que por acaso veio parar no meio da palavra cousa. Foi então por distração minha que escrevi a palavra que só existe em minha mente e só depois é que tomei consciência do fato. Lembro agora que certa vez estava eu a imaginar possíveis funções fonéticas para os algoritmos utilizados em lógica formal.
No mundo non me sei parelha, vertendo este português arcaico para o atual, fica: não sei de coisa igual.
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História sem Título
Ficção GeralUma história sem nome pode não ser uma grande história, mas as coisas anônimas também podem ser universais.