Capítulo 15

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2007

Em duas semanas eu já havia aprendido como funcionava toda a rotina da empresa. Meus dias foram resumidos a ir até o hospital visitar minha irmã pela manhã, visitar a empresa com a minha mãe durante a tarde e, finalmente, encontrar o pessoal da banda no bar à noite. Michael ainda estava receoso de levar um soco meu depois do episódio do meu aniversário, mas então relaxou, ao menos ali eles me distraíam. Eu chegava em casa tão cansado que não tinha forças nem para pensar em discutir com a Nina. Na verdade, não havia o que ser discutido, ela não queria assumir um relacionamento e eu não poderia forçá-la. Acho que percebeu isso depois de tê-la ignorado durante esse tempo, mesmo que nos meus sonhos em todos esses dias eu pudesse beijá-la na frente de quem fosse e amá-la na minha cama de todas as formas possíveis. Eu simplesmente não tinha forças para manter com ela um relacionamento com um prazo de validade. Já havia a perdido uma vez e tinha certeza de que agora seria pior. Essa foi a única solução que encontrei para me proteger.

Cheguei em casa por volta das 2 horas, completamente exausto depois do dia longo, entrei no quarto e fui direto tomar uma chuveirada pra aliviar a tensão nos músculos. Quando desliguei o chuveiro virei para puxar a toalha e dei de cara com a Nina sentada na bancada do banheiro me observando. Seu rosto estava ruborizado por estar me vendo nu e ela mordia levemente o lábio. Meu corpo traiçoeiro deu sinal assim que a viu e ela ficou ainda mais vermelha ao constatar o efeito que tinha sobre mim.

Não fiz questão de me cobrir, era ela quem estava invadindo o meu banheiro.

— O que foi, Nina? Tem algum bicho no seu quarto?

— Não tem bicho nenhum, só estava te esperando para conversar. Eu sei que você tem me evitado, mas precisamos falar.

— Eu estou exausto, não quero conversar agora.

— Eu sei que você não quer, por isso eu estou aqui. — falou, mostrando a chave da porta.

— Nina, eu não estou em condições! Eu estava bebendo no bar com o pessoal da banda e tenho que levantar daqui a algumas horas, mas se você quer pedir desculpas pela a sua atitude impensada e por magoar a minha mãe, então eu aceito. De qualquer forma, eu a magoaria mais cedo ou mais tarde.

— Sim, eu queria pedir desculpas por isso, mas também gostaria de falar sobre nós.

— Nós? Não existe "nós", Nina!

Minha raiva começou a dominar meu sangue, então caminhei até ficar entre suas pernas, de frente para ela. Seus olhos se arregalaram com a nossa proximidade e senti seu corpo ficar tenso.

— A minha vida inteira eu corri atrás de você, defendi, protegi, fui até Minas quando se mudou, sofri com a sua ausência e nem imaginava a real proporção do que eu sentia. Depois que me dei conta declarei tudo, e você? O que fez, Nina? Não é nem mesmo capaz de dizer que me ama, sequer pretende assumir um relacionamento sério comigo! E não venha jogar a culpa em cima do seu irmão, seu pai, ou a distância. Isso não tem nada a ver com eles, apenas com você! É a sua vida que precisa ser vivida. Já viveu o luto pela sua mãe, pretende culpá-la por quanto tempo? No final das contas, eu não entendo se o lance de vocês mulheres é só ter uma boa foda de vez em quando, ou ainda querem algo sério.

As palavras foram saindo da minha boca e, com a ajuda do álcool que tinha ingerido, fui despejando tudo, sem dar oportunidade para que ela falasse. Seu rosto estava estampado com uma expressão de incredulidade, mesmo assim continuei. Ela tinha me ferido dando esperanças só para recuar no momento seguinte, eu estava aliviando essa agonia até o momento em que um tapa foi desferido em meu rosto e pude ver todas as lágrimas que desciam agora de seus olhos e escorriam pela sua bochecha.

Um verdadeiro homem não faz uma mulher chorar, ao invés disso, ele deve fazê-la sorrir. Ver a minha garota chorando fez com o que restava do meu coração terminar de se quebrar.

Minhas mãos estavam pousadas ao lado das pernas da Nina na bancada. Abaixei a cabeça e respirei fundo, sentindo o peso das minhas palavras.

— Desculpa! — falei, olhando no fundo dos seus olhos.

Passei meu polegar em sua bochecha para limpar as lágrimas ali, segurei sua nuca e depositei um beijo casto em sua testa e depois em suas pálpebras. Nina levantou o rosto, enroscou suas pernas em volta da minha cintura e me puxou para ela, beijando-me com voracidade, pressa e sem pudor. Puxei seu corpo mais para a ponta e retribuí seu beijo com a mesma intensidade. Meu corpo estava aceso e eu não estava pensando no que aconteceria no futuro, só pensava em aproveitar o presente, aqui e agora!

Deixei os lábios da Nina só para passar sua camiseta pela cabeça, abri seu sutiã e joguei-o no chão. Seus olhos brilharam com um misto de desejo e medo, mas a chama que havia acendido ali seria difícil de ser apagada agora, e eu não pretendia tirar esse fogo, simplesmente desistindo de tudo.

Colei meus lábios nos dela novamente e beijei com todo o desejo que transbordava de mim. Deslizei meus dedos pela pele delicada de sua barriga até subir para os seus seios, arrancando suspiros e sussurros abafados.

— Nina, se continuarmos assim, não vou conseguir parar! Tem certeza de que quer continuar?

— Tenho, Alex, eu quero você!

Não foi preciso dizer mais nada.

Levantei-a no colo da mesma forma que estava, com as pernas entrelaçadas na minha cintura e andei até minha cama, deitando-a gentilmente. No segundo seguinte, escutei o telefone de casa tocar. Olhei rapidamente para o relógio na cabeceira e vi que marcava 2h40.

Senti todo o meu corpo gelar e perder as forças.

São tantas emoções hein Sr. Alex? O que vocês estão achando?

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