Helena
- E então... onde você trabalha? - William pergunta.
Dou o endereço do orfanato a ele. Fico sem saber o que falar e o silêncio começa a tomar conta do ambiente, deixando-me um pouco nervosa.
- O que você faz? - ele finalmente quebra o silêncio.
- Cuido de crianças.
- Ah sim... Você gosta bastante delas, né? - pergunta, parecendo interessado.
- Sim! E as amo! - digo com um enorme sorriso, que ele retribui.
Conversamos durante o resto do trajeto. Ele para em frente ao orfanato.
- Orfanato Evangélico Estrela da Manhã - lê o letreiro. - Então você trabalha no orfanato? - pergunta, desligando o carro.
- Sim! É o que eu amo! - sorrio. - Obrigada pela carona. - abro a porta do carro.
- De nada. - faz uma pausa, mas logo continua. - As crianças recebem visitas?
- Às vezes... Não tem muitas pessoas que vêm aqui.
- Tem horário para elas receberem visitantes?
- Não. Pode ser a qualquer hora.
- Então eu vou.
- Como? - não entendo.
- Vou visitá-las. - ele sorri para mim.
- Quando? - pergunto animada. Pode ser que eu tenha gostado do fato de poder passar mais tempo perto dele.
- Agora! Se eu puder...
- É claro que pode! - num impulso abraço William, que rapidamente envolve meu corpo com seus braços fortes.
Eu fico sem palavras. Isso é maravilhoso! As meninas vão adorar receber visita. Faz tanto tempo que ninguém vem... E saber que o William se importou com isso faz meu coração bater mais rápido.
É estranho como ele me faz sentir coisas que eu jamais senti. O William tem se mostrado uma pessoa incrível.
Saímos do carro. Pego minha chaves na bolsa e abro a porta do orfanato, encontrando as meninas distraídas brincando no chão da sala, de costas para a porta de entrada.
- Olá, meus amores! - ando pela sala de estar, parando na frente delas para beijar cada uma.
- Oi, tia Lena! - sorriem e me beijam também.
- Meninas, um amigo meu veio visitar vocês. - faço um sinal com a mão para que ele se aproxime. - Esse é o William.
- Oi, William. - dizem em uníssono e sorriem.
- Olá! - dá o sorriso mais incrível que já vi para elas. - Podem me chamar de Will.
- E a Lú? - pergunto.
- Com a tia Regina, no escritório. - Stela responde.
Deixo as meninas conversando com o William e vou até o escritório da diretora. Bato na porta e entro devagar.
- Bom dia. - cumprimento-as.
- Tia Lena! - Lú corre até mim e pula em meu colo, me abraçando forte.
- Bom dia, Helena. - Regina me cumprimento.
- Como você está, meu amor?
- Bem. Não tô mais canxada. - sorri.
- Isso é ótimo! - fico muito feliz com isso.
- Regina, espero que não se importe, mas um amigo meu veio visitar as meninas. - ponho minha pequena no chão.
- É claro que não me importo. Onde ele está?
- Na sala com as meninas.
- Então vamos lá. Quero conhecê-lo.
Saímos do escritório rumo à sala.
- Tio Will! - Lúcia corre até ele e o abraça.
- Oi, princesa. - abraça seu corpinho também.
- O que voxe ta fazenu aqui?
- Eu vim visitar vocês. - abre o seu melhor sorriso, fazendo com que minha ruivinha abra um enorme sorriso em resposta.
- Regina, esse é o William. William, essa é a Regina, diretora do orfanato.
- É um prazer. - ele diz apertando a mão dela.
- O prazer é nosso em te receber. - sorri para ele.
As meninas brincaram e conversaram com ele durante toda a manhã. Ele almoçou conosco a pedido das meninas, que logo que acabaram de correr foram brincar mais.
- Vamos lá fora um pouco. - convido ele, que me segue. Sentamos no banco do quintal.
Tá aí, gente!
Eu sei que tá meio chatinho, mas vai melhorar.
XOXOXOXOXO
Até a próxima!
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Minha Pequena Sorte
RomanceHelena é uma jovem forte que trabalha em um orfanato. Quando uma das crianças - a que ela mais ama - fica doente e precisa fazer um tratamento no hospital, ela conhece Will. Um médico bonito e divertido, que acaba por encantar as duas. #714 em roman...
