thirty-two

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– Dói aqui? -

A garota tinha me levado até meu quarto, me feito sentar na cama e, depois de buscar água oxigenada, algumas gazes e algum remédio para passar nos cortes, sentado em minha frente, sobre as suas pernas dobradas para ficar um pouco mais alta e poder ver direito meu rosto.

Ela pressionava a gaze molhada contra um corte em minha testa, que provavelmente estaria doendo bastante se eu não estivesse completamente perdido na visão a minha frente. Muitos matariam por essa visão. A visão dos olhos cinzentos mais lindos que já vi. A menina mais linda que já vi.

– Jack? - Ela perguntou calmamente, percebendo que eu a encarava.

– Oi? -

– Dói aqui? - Pediu, preocupada.

– Não. - Sorri para ela, tentando espantar sua preocupação, mas ela continuou aflita.

Peguei em sua cintura e a puxei para mais perto de mim, dizendo a ela que estava bem. Queria sentir sua pele na minha, queria seu cheio invadindo minhas narinas, queria sentir os choques que sentia quando nos tocávamos. Queria ve-la, senti-la, te-la para mim. A fazer minha.

Antes que pudesse mais uma vez voltar aos pensamentos do tipo "não vou me apaixonar", "não sou o tipo de cara certo para ela", já a tinha colada a mim, minha cabeça já estava em seu pescoço, inalando seu doce perfume. A beijei, deixando um leve chupão e sentindo um arrepio percorrer sua pele no mesmo tempo em que jogou sua cabeça para trás e suspirou.

– Jack. - Ela disse, tentando ser séria, mas sua voz saiu em forma de um gemido, o que só me deixou ainda mais atiçado.

Não respondi. Meus olhos novamente encararam os dela, desejando mais que tudo tomar seus lábios nos meus, mas com o receio de me precipitar e estragar as coisas. Deus, eu mal me reconheço agora, o que estou fazendo?

do better + jack johnsonOnde histórias criam vida. Descubra agora