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Gosto de passar tempo com Jack.

Nos sentamos na areia lado a lado, mas foi diferente do anterior misterioso. Dessa vez me senti confortável para ter proximidade, para sentar-me perto de maneira que meu ombro se encostava com o dele. Me sentia como se o conhecesse. Era chocante para mim que malemal tinha amigos.

Estávamos sentados perto ao mar, de modo que o cheio do sal da água invadia minhas narinas. O som das ondas quebrando era trilha sonora para nossa conversa. O clima estava agradável, já não fazia mais tanto calor. O sol ainda brilhava, mas agora era rondado por nuvens brancas ofuscando os raios emitidos.

Seus braços apoiavam-se na areia macia atrás de seu corpo, seu corpo virado em minha direção. Os meus articulavam junto as minhas palavras. Uma mania que eu tinha. Falávamos sobre o mar. Sobre a praia, sobre o vento, sobre o que cada um deles significava. Sobre aliens, filmes, átomos, viagens, inteligência, o significado da vida, as desavenças da morte, a injustiça no mundo, as galáxias distantes, seus aromas favoritos, minha infância, o significado das cores, o formato de cada flor, estilos musicais. Conversamos sobre assuntos tão pequenos, de tamanha significância no conhecimento de uma pessoa. Nossas opiniões nem sempre batiam, e aí entraríamos em discussões até decidir quem está correto. As vezes nenhum de nós estávamos, as vezes eu batia em seu peito inconformada, as vezes apenas caíamos na gargalhada. Rimos tanto que me jogava na areia de tanto gargalhar, sem medo de sujar minha roupa inteira, sem medo de estragar meus cabelos. Apenas me jogava ao sentimento. Era maravilhoso como sentia que o conhecia a anos, quando na verdade nem seu sobrenome conhecia.

Me assustei com pequenos fatos. Descobri que Jack nunca se apaixonou, descobri que não se arrependia de nada. Descobri que já quebrara um coração mais de uma vez, e que não sente remorso por isso. Descobri que fuma e bebe muito. Descobri que dedica sua vida a música, e também que já tem fama por ela. Descobri que faz rimas, e descobri que é ótimo no que faz. Descobri que não é perfeito. Descobri que é real. E é isso que nos aproxima.

Contei a ele meus sonhos. Contei a ele sobre meus erros. Contei sobre minha relação com meu pai, sobre meu desejo de fugir de casa. Contei também sobre meu único amigo, meu irmão. Contei sobre minha rotina, sobre minha escola. Contei sobre minhas musicas preferidas. Contei sobre minha paixão pelo piano, que ele também compartilhava. Contei sobre mim, contei tudo. Contei sem medo. E me senti bem.

Seu amigo nunca apareceu, mas nenhum de nós achou ruim. Passamos a tarde inteira conversando. Assistimos o sol se por juntos. E foi só quando as primeiras estrelas começaram a aparecer, e o visor do meu celular começou a se iluminar com o nome de meu irmão vezes e vezes, que trocamos celulares e seguimos caminhos separados. Ele me deu o nome de T, e eu o chamaria de J. Foi a melhor tarde que eu tivera em tempos.

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@maloleythea obrigada pelo dia maravilhoso!

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@jackj você é demaiss

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Eu espero do fundo do meu core que vcs estejam gostando! Me contem oq vcs acharam
nos comentarios!!

Amo vcs,
-Luiza.

do better + jack johnsonOnde histórias criam vida. Descubra agora