Trigésimo Sétimo Capítulo

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Peço desculpa por algum erro.
Leiam com a música, é outra coisa!

 Leiam com a música, é outra coisa!

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Havia o chamado desespero.
Havia a palavra amar mas não conseguir encontrar o verdadeiro amor.

Mas eu digo-te, que para encontrares alguém que te complete, primeiro tens de saber quem tu és.
O que queres.
O teu verdadeiro eu.

A vida é cheia de contratempos e stress, mas por vezes, temos de parar. Sentar. Refletir.

O que eu quero mesmo para mim?

Eu descobri o que queria quando me apercebi de que o amor que eu tanto ansiava ter, estava mesmo à minha frente.

O inesperado tornou-se esperado!

Pensava estar feliz, finalmente começava a sentir-me completa.

Mas será que a vida iria tirar algo assim de mim?

Não queria crer.

As minhas mãos faziam de remos tentando de alguma forma tentar ver o seu corpo.

Eu estava sozinha!

O barco afundou e só via destroços na superfície.
As minhas mãos tremiam e as minhas lágrimas não queriam parar.

Eu sabia que não podia ser assim.
Eu pensei que não podia ser assim!

O meu corpo ficou sem reação, não conseguia mover nenhum músculo, talvez por causa do choque ou do frio.
Queria ir a maleta de emergência mas nem isso conseguia fazer.
Queria saltar para a água e procurar por ele.

Eu queria tanta coisa!

Foi quando gritei tão mas tão alto.
Parecia que aquilo estava ali a tanto tempo e finalmente consegui o expulsar.

O medo, o desespero!

E então eu vi uma luz branca que me fez fechar os olhos instantaneamente.
Ergui a mão, bem devagar, as minhas forças tinham sumido e pelo que me lembro a última coisa que vi foi um vulto e água por todo o lado.

- Finalmente a menina acordou.

O meu corpo ergueu-se e tapei-me.
Estava com umas roupas diferentes mas confortáveis.

- Onde eu estou? Como eu vim aqui parar?

- O meu marido a encontrou, e a menina está numa pequena ilha perto do acidente. Harold, o meu marido, viu fogo e decidiu ir ver o que se passava.

Os pássaros cantavam lá fora, o sol entrava quentinho por entre a cabaninha onde eu estava.

Eu ainda estava a processar tudo, onde ele estava? Será que ele também estava aqui?

Os meus pés tocaram o chão e o meu pescoço estava dorido.

A amável senhora passou me uma caneca quente e apertei o casaquinho contra o meu corpo.

A medida que os meus pés andavam eu sentia o ar fresco, o som das ondas e logo depois a areia quente nos meus dedos.

Sentei-me de frente para o mar e bebi um pouco da bebida.

Eu estava perdida.
Não sabia onde estava nem o que fazer a seguir.

O que irei fazer agora?
Eu não sabia.

Apenas permiti-me espairecer a minha cabeça, talvez encontrar respostas para as quais preocupavam todo o meu sistema.

Um esquilo aproximou-se de mim, ele tinha uma bolota na boca. Os olhos dele olhavam para mim com interesse. Provavelmente assim que me mexesse ele iria fugir.
Eu juro que parecia o ter visto piscar o olho!

Tentei esquecer e mentalizar - me que estava a ficar maluca.

- Onde andas meu amor...

E o esquilo fugiu.

Senti uma respiração atrás de mim, mas não me queria virar, queria olhar para o mar e tentar encontrar respostas, soluções para os meus problemas.

- Por vezes o mar pode te transmitir as melhores sensações que podes alguma vez imaginar. Pode te dar paz, conforto e felicidade. Sempre me perguntei em pequeno, onde será o fim do mar? Será que lá no fundo havia um buraco para onde a água toda ia? Cresci e apercebi me que água é como o amor.
Por vezes parece infinito, outras pensas que a lá um buraco para onde o teu amor se esconde e não quer ser revelado. As vezes é claro como as águas frias aqui à nossa frente, outras pode ser confuso e difícil de ver o que está lá no fundo e o que tem lá reservado para nós. Senti-me tantas vezes perdido, em qual direção eu iria?
Seria a melhor escolha?
A vida tratou de me educar. Não tenho a vida que imaginei algum dia, mas com o tempo habituei-me e mentalizei-me que aquele era o novo eu. Era o que eu tinha de ser e fazer para sobreviver.
Um dia, eu fui parar numa festa pois por causa da vida que escolhi eu tinha obrigações.
Salvei um menina perdida de uma bala e provavelmente estaria morta se eu não tivesse ido lá.
Tentei com todas as minhas forças não me agarrar, não olhar os seus olhos genuínos, honestos, angelicais e sem maldade. E com o tempo apercebeste que não podes fugir ao amor, tal como numa corrente forte és quase obrigado a ser levado por aquele caminho. Tornei-me numa pessoa melhor não tenho dúvidas, vejo a vida com mais cor. Percebi me que agora podia fazer sentido...
E eu posso te dizer que é amor quando tu sentes que a tua prioridade é fazeres a outra pessoa feliz, é quereres o bem estar dela acima do teu. Querer abraça-la e mantê-la afastada de todo o mal do mundo, proteger a coisa preciosa que Deus te deu a oportunidade de cuidar, de amar e de construir uma família.
Sentia medo de amar, de um dia acordar e não ter ninguém ao meu lado, acordar sozinho numa cama onde depositei amor, carinho, devoção e respeito.
Talvez por não ter uma mãe presente não senti o amor. Eu sinto que soube agora o que era amor.
Porque todas as vezes que eu olhava para os imensos olhos azuis daquela mulher que em todos os meus sonhos estava presente eu senti que ela podia me dar o mar, infinito e claro.

As minhas lágrimas caiam, até na caneca elas foram lá parar.
Ele estava a abraçar o meu corpo e todas aquelas palavras foram ditas no meu ouvido, num sussurro bom e carinhoso.
Eu tinha medo de olhar e ser tudo uma ilusão afinal eu parecia estar maluca.

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Wow
Já não escrevia um capítulo tão sentimental a muito tempo.
Eu na minha opinião este capítulo tocou o meu coração.

Espero ter tocado o vosso.
Deixem o amor entrar.
Irão aprender com ele, iram cair mas irão ter forças para levantar.
Eu tenho a certeza.

Até ao próximo capítulo.
Bjs.
Votem e comentem o que estão a achar da história. Anima muito uma pessoa ver todas aquelas palavras fofas por vocês.

Olhos de um Mafioso Histórias para pegar e não largar. Descubra agora